• Postado por Tiago

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Povão teve que descer do busão no meio do caminho

Durou duas horas a greve de motoristas e cobradores do sistema de transporte coletivo da Grande Floripa. A partir das 9h15 de ontem, quem tentou usar os busos siferrou. Pra piorar, quem já tava nos latões a partir deste horário foi largado no meio da rua. O motivo da mobilização é a falta de acordo entre patrões e empregados em relação ao dissídio coletivo. ?Um desrespeito?, comentou a aposentada Marilícia Soares, que teve que saltar do buso no meio do caminho. ?Deu a hora de greve o motorista parou e mandou todo mundo descer?, relata, contando que andou quase dois quilômetros pra chegar ao centro da capital.

Além de largar o povo no meio da rua, motoras e cobradores também partiram pra cima da imprensa. Quem tentou registrar a manifestação teve que seguir as regras impostas pelos grevistas. ?Toda vez que há uma mobilização, os patrões acabam de alguma forma punindo os trabalhadores. Alguns são até demitidos porque aparecem em fotos e na televisão?, comenta o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano (Sintraturb), Deonísio Linder.

O sindicalista disse desconhecer que usuários tenham sido largados no meio do percurso dos busos durante a mobilização. ?Vamos investigar se isso aconteceu. Em momento algum foi dada esta orientação?, comentou.

Vai longe!

A justiça do trabalho ficou de decidir ontem ainda se irá conceder mais 15 dias pra que patrões e empregados cheguem a um acordo. O primeiro prazo encerrou na quinta-feira. ?Os patrões, nesses 10 dias, não fizeram nenhuma negociação e essa paralisação foi um protesto, uma forma de pressionar para que voltemos à mesa de negociação?, diz Linder.

Do lado dos patrões, Valdir Gomes da Silva confirma que a proposta é a mesma. Foi oferecido o reajuste com índice no INPC em duas vezes e a redução gradual no número de cobradores. ?Deixamos claro a necessidade de readaptar o sistema de tal forma que tenha um valor que a população possa pagar. Isso tá concentrado nos custos, principalmente da mão-de-obra. De outra forma, quem vai pagar é o usuário?, comenta Silva.

O Sintraturb informa que não há previsão de outra paralisação como a que rolou ontem. ?Isso vai depender das negociações. A população tá sofrendo, mas nós também estamos sofrendo?, encerra Linder.

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