• Postado por Tiago

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Os vizinhos denunciaram a barbaridade antes da mata desaparecer da paisagem

A pedra que o DIARINHO cantou na semana passada se confirmou: o proprietário do terreno, que é um dos últimos redutos de mata atlântica de Cabeçudas, mandou a floresta vir abaixo ontem de manhã. Cinco operários tavam de motosserras e facões em punho cortando palmeiras reais, árvores de madeira de lei, guarapuvus e açaizeiros, que atraem centenas de aves, quando chegaram os fiscais da fundação municipal do meio ambiente (Famai) pra brecar a parada. A obra tá embargada por uma semana, até os técnicos analisarem a licença do cara.

?Temos um engenheiro ambiental, um químico, um geólogo e um biólogo que vão analisar se a licença emitida pela Fatma tem base no código florestal federal?, afirmou a técnica da Famai, Thamy Reiser Pfeilsticker. A licença do proprietário Sérgio Lenoir, que mora na Suíça, permite fazer a ?supressão vegetal? (tucanaram o corte) da área de um hectare, ou 10 mil m², de mata atlântica em fase inicial de regeneração.

A obra já tinha sido embargada uma vez graças ao Ministério Público, que entrou com uma ação civil pública, mas a juíza deu ganho de causa pro proprietário em 13 de outubro passado. Resta, agora, aguardar o laudo da Famai e rezar pra que tenha alguma ilegalidade ou, em último caso, chamar o super ministro do meio ambiente, Carlos Minc, pra tentar impedir a barbaridade.

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