• Postado por Tiago

O Ministério Público quer acabar com o oba-oba de garotas de programa e travestis que andam mostrando as partes e dando umazinha pelas ruas de Balneário Camboriú, na maior cara dura. O promotor Rosan da Rocha abriu um inquérito pra apurar os exageros das mariposas e pediu à polícia Militar que intensifique a fiscalização. “Se for verificado que tão praticando atentado ao pudor, a orientação é recolher e levar pra delegacia”, avisou.

A bizolhada do dotô começou quando ele foi procurado pelo pessoal da associação das Profissionais do Sexo do Vale do Itajaí (Aprosvi), que reclamava dos excessos cometidos, principalmente, por alguns travestis. “Elas disseram que estavam acontecendo atos obscenos, que não concordavam com isso, e pediram providências”, conta o promotor.

O caso ficou ainda mais sério quando moradores da avenida do Estado, na região das Casas da Água e da rua Dinamarca, perto da prefa, mandaram um abaixo-assinado ao MP pedindo que o dotô desse jeito de acabar com a putaria. “Recebi fotos e relatos de que algumas pessoas mostram as partes íntimas, e chegam a fazer programas em carros estacionados pelas redondezas”, conta.

Dotô Rosan diz que chegou a dar umas passeadas por ali diapé, pra tentar flagrar alguma coisa, e ficou de cabelo em pé. “Eram 18h30, tinha mães com crianças passando pela rua, e pessoas paradas nas calçadas com as vestes íntimas (as famosas calcinhas) à mostra”, afirma.

Diante disso, o promotor mandou um papéli à PM pra que dê um basta nos abusos. Ele garante que a medida não vai impedir o direito de ir-e-vir de ninguém. “Não podemos proibir ninguém de estar ali. Mas temos que tomar uma providência, senão vira esculhambação”, lascou. O ofício pede que os meganhas recolham quem estiver pelado demais, ou fazendo o que não deve, e leve todo mundo pra depê. A sacanagem pode render de três meses a um ano de prisão.

Aprosvi tá de acordo

A líder das mariposas na Aprosvi, a travesti Ana Paula, diz que a associação apoia a atitude do promotor. “Não podemos concordar que andem peladas, que façam programas na frente da casa dos outros e que joguem camisinhas pela rua. Tem motel e drive-in pra isso”, carca.

Ela conta que a maior parte dos responsáveis pelas sem-vergonhices é gente que vem de fora, e aproveita a temporada pra fazer uma grana na Maravilha do Atlântico. “Depois vão embora, e quem paga são as meninas daqui, que são acusadas de fazerem essas coisas”, diz.

Pra Ana Paula, a PM só não dá um basta no oba-oba porque não quer. “Não acho que eles tenham medo de serem taxados de preconceituosos se abordarem os travestis. Falta interesse mesmo”, acredita. Ela afirma que, se os fardados capricharem nas bizolhadas, as sacanagens vão diminuir. “Tenho certeza disso. Quem é que vai querer sair pelada se sabe se vai ser presa, vai ter que pagar uma cesta básica?”, manda.

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