• Postado por Tiago

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Lucas tava a 105 Km/h e com os faróis apagados no momento do porradaço

O Ministério Público denunciou o estudante Lucas Spernau por assassinato doloso, aquele que a pessoa tem intenção ou assume o risco de matar a outra. Na madrugada de 20 de dezembro, o rapaz cruzou a Terceira avenida voando baixo e acertou em cheio um táxi, matando três pessoas. O juiz já recebeu o papéli do MP e deu 10 dias pra que a defesa do gurizão se manifeste. O advogado do carinha vai insistir na tese de que a desgraça não passou de uma fatalidade.

O promotor Ricardo Luiz Dell`Agnolo, que fez a denúncia, carcou que Lucas assumiu o risco de mandar alguém pro andar de cima. O dotô argumentou que a perícia feita pela polícia Civil comprovou que o carrão que Lucas dirigia tava a 105 quilômetros por hora e com os faróis apagados no momento do porradaço. Além disso, invadiu uma preferencial, não respeitou o sinal intermitente, quando deveria parar ou reduzir a velocidade, e pra completar, parecia estar bebaço.
O crime foi considerado ainda mais grave porque, pro MP, Lucas colocou todo o povão em risco com suas cagadas no trânsito. Isso pode elevar a pena do rapaz, caso ele seja condenado por assassinato.

A assessoria do juiz Iolmar Alves Baltazar, da 1ª Vara Criminal de Balneário Camboriú, informou que o dotô já assinou o recebimento da denúncia. O magistrado deu um prazo de 10 dias pra que a defesa de Lucas se manifeste. Só depois ele vai analisar o caso com cuidado e dizer se acata a versão do promotor e manda Lucas pro banco dos réus de um júri popular, ou se vai considerar a tragédia como um crime de trânsito comum.
Por precaução, dotô Iolmar já pediu à polícia Civil que faça busca por mais provas, e fez um requerimento ao mandachuva do fundo Municipal de Trânsito (Funtran), Jaime Mantelli, pra que responda qual o limite de velocidade na rua 2000 e na Terceira avenida, onde rolou a desgraceira. As placas nos dois lugares indicam que os motoras não devem ultrapassar os 50 quilômetros por hora.

Fatalidade

O advogado de Lucas, José Álvaro Machado, disse que seu cliente recebeu ontem uma cópia da denúncia feita pelo MP. ?Nossa esperança era de que a denúncia fosse mais branda. Ele foi denunciado como crime qualificado, sob a alegação de ter colocado a comunidade em risco, e para nós isso foi um exagero?, disse.
Nos próximos dias, ele vai finalizar a defesa prévia do playboyzinho e juntar as provas que serão analisadas pela dona justa. ?Nós trabalhamos com a tese de que foi um acidente, sem intenção de matar. Vamos desclassificar o crime como doloso, até porque o inquérito policial indiciou Lucas por homicídio culposo (quando não tem intenção de matar), e ele poderia responder em liberdade?, disse o advogado.
Nesta semana, o habeas corpus que o mantinha o estudante livre, leve e solto, foi cassado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça. O rapaz foi trancafiado no presídio da Maravilha do Atlântico na quarta-feira.
José Álvaro já fez um novo pedincho de liberdade pro seu cliente junto ao Superior Tribunal de Justiça (STF), em Brasília. ?Foi protocolado na quinta-feira. Estamos aguardando uma manifestação do ministro?, disse. O advogado adiantou que também vai tentar um novo habeas corpus pra Lucas na dona justa do Balneário, na próxima semana.

MP acredita em punição

O promotor Ricardo Dell`Agnolo diz que ainda é muito cedo pra saber no que vai dar o caso de Lucas. Mas comentou que, hoje em dia, desgraças como a que foi provocada pelo gurizão têm recebido punição. ?Há 10 anos era muito difícil que isso acontecesse. Hoje já existem precedentes, condenações em outras cidades do estado. Alguns crimes de trânsito são tão terríveis, que não se admite falar em homicídio culposo?, comentou.

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