• 02 jun 2009
  • Postado por Tiago

A capital das promessas

Quando Florianópolis lançou sua candidatura a uma das sedes da Copa de 2014, junto com o projeto de um novo estádio, vieram também as promessas de uma nova cidade. A capital catarinense ganharia viadutos, ampliação do aeroporto, metrô de superfície, transporte marítimo, melhoria da rede hoteleira, hospitais, saneamento básico e até um túnel subaquático, de acordo com a última manifestação do prefeito Dário Berger. Que por sinal ainda nem cumpriu sua promessa do período eleitoral, a de começar o trevo da Seta, acesso ao aeroporto, tão logo fosse confirmada sua permanência na prefeitura. Enfim, a Copa mudaria a cara da cidade, traria mais conforto aos seus moradores, tirando de Florianópolis, por exemplo, a desonrosa segunda colocação no quesito pior mobilidade do mundo, cujo título pertence à tailandesa Phulka. As perguntas que ficam após o congresso da Fifa em Nassau-Bahamas: Florianópolis ganhará alguma coisa, mesmo eliminada da Copa? Algumas das promessas serão cumpridas? Quem sabe o secretário da Cultura, Turismo e Esporte, Gilmar Knaesel, cuja presença em Nassau era imprescindível, tenha uma resposta para pelo menos uma das suas áreas de atuação.

O queridinho virou inimigo

O governo do estado, na palavra da sua maior autoridade, o governador Luiz Henrique da Silveira, já tem um culpado pela eliminação de Florianópolis como uma das sedes da Copa de 2014. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teria marginalizado a capital catarinense, agindo politicamente em favor de Natal. Esta acusação ganhou corpo a partir das primeiras manifestações, ainda em Nassau, do secretário de Cultura, Turismo e Esporte, Gilmar Knaesel. Nessa má hora o sempre presente presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, virou Conceição, como aquela música celebrizada por Caubi Peixoto: “sumiu, ninguém sabe, ninguém viu”. Claro, fica chato ouvir falar mal do “chefe” e não poder contrariar as más línguas para defendê-lo das acusações.

O Avaí na berlinda

A não ser pela campanha do Avaí, a série A do campeonato Brasileiro não apresenta por enquanto grandes novidades. A participação do representante catarinense é que começa a preocupar, apesar de ainda ser muito cedo para qualquer conclusão. Três empates e a primeira derrota significam hoje o 15º lugar na tabela, distante da zona do rebaixamento apenas pelos critérios de desempate. Na série B, o Figueirense mantém-se entre os seis primeiros e na C Marcílio Dias e Criciúma estão na rabeira do seu grupo.

Inércia

As arbitragens continuam preocupando e ninguém faz nada. Os clubes reclamam somente no rescaldo do final dos jogos e esperam a rodada seguinte para ver o que acontece. A CBF ignora os acontecimentos e não toma providências. Até que algo de mais grave mude a ordem natural das coisas. Que o digam Inter, Avaí, Grêmio e Vitória, as vítimas do último fim de semana. Não dos chamados lances de televisão, quando é possível no mínimo dar ao árbitro o benefício da dúvida. São jogadas de fácil leitura e com baixíssimo índice de dificuldade para a arbitragem.

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