• Postado por Tiago

O fechamento da avenida Paulo Fontes, um dos principais acessos ao centro de Floripa, ainda rende pano pra manga. A via foi fechada em setembro pela prefa como forma de dar mais segurança aos mais de 200 mil usuários do transporte coletivo que usam o terminal central diariamente. Só que, além da rua ainda não ter sido fechada pros busos, o vão central da Paulo Fontes virou ponto de camelôs.

Cedo eles começam a se aglomerar na Paulo Fontes. Vendedores de CD e DVDs piratas, de vale transporte, de bijuterias e artistas de rua usam a área pra faturar o pão de cada dia. “Só que isso tira o sentido do fechamento. Se antes a gente tinha que desviar dos carros, agora temos que driblar dos ambulantes. Alguns são insistentes, te puxam para olhar algum produto”, reclama a vendedora Daiane Vieira.

Assim como a trabalhadora, outras tantas pessoas se sentem atormentadas pelos vendedores. “A gente não é contra a presença deles aqui. O que acontece é que a proposta era de fechamento e humanização da área. Mas não. Fecharam, deixaram os ônibus circulando e agora ainda temos os camelôs. É complicado”, lamenta a funcionária pública Ingrid Soares Santi.

Um dos camelôs, que tá na região há três anos vendendo vale transporte e que não quis se identificar, garante que a maioria das pessoas que está ali na Paulo Fontes já atuava na clandestinidade em outros pontos da cidade. Ele lembra que muitos são nordestinos que migram pra Floripa durante a temporada em busca de um trampo. “Só que eles acordam do sonho e quando se dão conta não têm mais como ir embora”, conta.

Olha o rapa!

Enquanto o tal concurso público pra escolha do projeto a ser construído na região não rola, a secretaria de Serviços Públicos tem fiscalizado a região. “Mas a fiscalização não pode ficar ali o dia inteiro até porque há outras metas a serem cumpridas. Mas temos tentado coibir esse tipo de ação. Todos os que estão sendo flagrados estão sendo notificados e conforme o produto o material está sendo apreendido”, garante o secretário José Carlos Hauen.

O vice-prefeito e secretário de Transportes, João Batista Nunes, o grande incentivador do fechamento da Paulo Fontes explica que até março do ano que vem o concurso público será lançado. “Temos que agir rápido dentro daquilo que é permitido ao serviço público para que aquele espaço não seja usado de forma errônea e que o objetivo da prefeitura seja perdido. A ordem é fiscalizar e evitar o desvirtuamento do uso da Paulo Fontes”, garante.

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