• Postado por Tiago

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Olá, meu povo deste litoral acalorado, como tão de saúde? Eu tô que tô, porque quando o termômetro passa dos 30 graus nem dá pra pensar direito, ainda mais na minha idade. Por isso, mandei meu ar-condicionado pra oficina dar aquela geral pra poder resfrescar, pelo menos, as nossas noites. De dia, trato de dar uma andada no molhe e receber aquela brisa do mar, que sempre alivia as ideias. Na volta, dá-le aquele banho demorado!

Pois é, gente, mas pra tomar aquele banho gostoso, nada como o banheiro estar com aquela fragrância refrescante de recém-lavado. E como o mercado da antiga pedra sanitária tá cada vez mais diversificado, pensei em testar as novas geringonças, pra ver se competem em eficiência com as velhas cestinhas, porque no preço a gente sabe que quanto mais moderno, mais caro.

Teve um tipo, que nem entrou no teste, que custa R$ 37! Eita patente rica, essa! O Hidromax fica atrás, do lado de fora do vaso sanitário, e promete ser o mais econômico de todos porque só despeja o produto quando é acionada a descarga. E até dá pra usar a tradicional pedra sanitária dentro, só não avisa se o produto dura o tempo necessário pra compensar tamanho custo.

Hoje existe o tipo de cestinha, de spray, de gel de longo prazo, de desinfetante misturado com perfume, de pastilha, tudo pra tirar a inhaca do banheiro a cada vez que a ?natureza chamar?. E, no mercado, três marcas de multinacionais disputam a preferência do consumidor: Harpic, da Reckitt Benckiser, e Pato Purific e Glade, ambos da Johnson?s. É aquela coisa do capitalismo ? a mesma empresa tem várias marcas que competem entre si. Então, cadê a concorrência?!

Curiosa que só, vou dar uma navegadinha na internet básica pra descobrir quando e quem inventou esta pequena aliada da dona de casa, mas não achei patavina. Até parece que a pedra sanitária sempre existiu. O que percebi é que o utensílio foi aprimorado pra evitar as constantes trocas (tem gente que tem nojo) e deram um upgrade no perfume. Tem quem tenha adorado as inovações, outros, avessos à cheiro de desinfetante, dizem que é só artimanha da indústria pro consumidor gastar mais. Eu tô no meio termo, sei o quanto custa o dinheiro que a gente ganha pra não gastar em bobiça, mas também adoro uma novidade!

 

Pato Purific pastilha

S5001030

ficou devendo

Valor: R$ 4,29

Este modelo de desodorizante é ultramoderno e parece mais uma goma de mascar dasantigas, aquelas comprimidinhas e chatinhas. A grande novidade é que não tem ganchinho, cestinha nem nada pra segurar o produto, o que economiza o meio ambiente de lixo descartável.

Ele simplesmente é anexado na parede interna do vaso, abaixo da descarga. Mas tem um detalhe importante: a pastilha não pode ser fixada na parece molhada. É preciso secar ao extremo pra fixar, senão, não cola.

Na embalagem, não há referência sobre a longevidade do produto. Aqui, no banheiro da redação, onde o povo só faz o nº 1, por exemplo, durou 48h, portanto, não é recomendável para locais de grande rotatividade! Também não dá liga se o vaso de tua casa estiver sempre escorrendo aquele fio d?água, porque o produto vai simbora. E vê se arruma esse vazamento, pô!

 

Glade Banheiro

S5001029

Meia boca

Valor: R$ 8,25

Esta foi a maior decepção da pesquisa. O concorrente mais careiro durou, simplesmente, o mesmo tempo do mais barato, phode?! Ou seja, no quesito custo X benefício foi um verdadeiro desastre!

Na embalagem, o fabricante afirma que o produto dura 300 descargas. Já que era um desodorizador de longa duração, coloquei no banheiro de minha mãe pra agradar a véia, e dei com os burros n?água! Quando ela afirmou que tinha acabado, uma semana depois, mal pude acreditar. Será que tem muita gente que cai nessa pegadinha?!

Mas tenho que confessar que foi o melhor perfume da pesquisa ? lavanda. Na embalagem, o fabricante avisa que o perfume é exalado à medida que a pessoa usa o vaso, e talvez por isso ele tenha acabado tão rápido. Ou alguém tá com incontinência urinária lá em casa!

 

Pedra sanitária Sanit

S5001036

supimpa

Valor: R$ 0,68

O teste comprovou por que a mais prosaica das pedras sanitárias continua nas prateleiras do supermercado: porque funciona. Com algumas moedinhas, é possível deixar o vaso com aquele cheirinho de limpeza por até uma semana, dependendo da quantidade de vezes que se puxa a descarga. O problema é se ela quebrar, daí não há Superbonder que dê jeito, e os centavos vão simplesmente escorrer pelo ralo.

 

Harpic Max

S5001020 Dos Deuses

Valor: R$ 7,59

Este modelo é tipo a Ferrari das pedras sanitárias. Também é de longa duração, mas este, pelo menos, cumpre o que promete. O Harpic Max é três vezes mais longo que os tradicionais e o desinfetante é em gel, por isso dissolve bem lentamente. A gente até sisquece que ele tá lá, e quando tu pensa que já tá na hora de trocar, ele continua firme e forte dando ao banheiro aquele cheirinho agradável.

Outra coisa que eu percebi foi que por ser em gel, o produto não se desfaz tão depressa quanto os concorrentes, e nem deixa a água colorida. É um aromatizador mais sutil, bom pra quem não gosta de cheiro forte, mas ainda prefere o cheirinho natural…

A embalagem informa que o produto dura até um mês, e o lá de casa tá quase chegando nesse limite, periga até passar. Por isso, vale o quanto custa! Mas só recomendo pra quem recicla o lixo porque é bem grandinho e vai lotar ainda mais o aterro sanitário.

 

Pato Purific com refil

S5001024

supimpa

Valor: R$ 5,39

Este modelo já tá até em desuso, mas continua vendendo horrores porque, além de cumprir o que promete, a gente economiza dindim com a compra do refil, na faixa dos R$ 2,68; e economiza o meio ambiente porque não joga a cestinha de plástico no lixo. O que eu tenho lá em casa, gente, já tá até fazendo aniversário!

Outro ponto positivo é a durabilidade. Não tinha me tocado disso até contar os dias que levei pra trocar o refil. E acreditem: durou 15 dias. Que beleza!

O engraçado é que a mesma marca Pato Purific, da Johnson, lançou uma carrada de modelos novos, ficando cada vez mais difícil achar o bendito refil no supermercado. É a tal lógica do capitalismo e do marketing: inventar coisas novas em cima das tradicionais pra criar na gente necessidades que nem sonhávamos ter. Ou alguém, além da moça da propaganda, tem nojo de pegar na cestinha da pedra sanitária? Abre o olho!

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