• Postado por Tiago

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Se não cuidar, acaba juntado pelos motoras sacanas

Todo motorista aprende, na auto-escola, que deve diminuir a velocidade ao avistar uma faixa de segurança e parar o veículo caso algum pedestre queira atravessar a rua. O problema é que na prática isso não acontece no trânsito de Itajaí. O DIARINHO foi às ruas do centro peixeiro e além de flagrar várias cenas de perigo, ficou dicara quando ouviu de pedestres, de um policial, do chefão da Codetran e até de um motorista que os itajaienses são mesmo maleducados quando o assunto é respeitar a faixa de segurança.

Poucos minutos parados na praça da igrejinha da Imaculada Conceição, na rua Pedro Ferreira, foram suficientes para flagrar vários motoras passando chispados e tirando fino das pessoas que atravessam a rua pela faixa. Pro estudante Maicon Andrade, 15 anos, não se pode confiar nos motoristas. ?Eles não são nem um pouco educados. Nunca param, só se você tiver no meio da faixa. Se não tivermos atenção, tâmo ferrado?, diz o guri.

O autônomo Ricardo da Silva, 34 anos, reforça o comentário de Maicon. ?Não sei se não conseguem enxergar, mas eles nunca respeitam?, reclama. Seu xará, o aposentado Ricardo Silva, 80 anos, acha que a coordenadoria de Trânsito (Codetran) da prefeitura precisa sicoçar. ?Infelizmente tem coisa que a Codetran tem que melhorar, essa falta de respeito tem que acabar?, afirma.

Os próprios motoristas concordam com o desdém às faixas de segurança. ?Por incrível que pareça foi depois de velho que aprendi a parar, mas é um perigo, pois tenho medo de outro mal educado vir e bater em mim?, diz o contador Salésio Machado. O PM Berns, que acompanha o trânsito no centro da cidade diariamente, conta que o descaso dos motoras infelizmente é coisa normal. ?Eu vejo barbaridades?, comenta.

Atropelado duas vezes na faixa

O problema não é exclusividade de Itajaí. Em Balneário Camboriú, parar na faixa de pedestres é coisa rara. O jornalista Willian de Lucca, 24 anos, que o diga. Por dois anos consecutivos foi atropelado quando passava pelo mesmo lugar: a faixa na frente da loja da Casas d?Água, na avenida do Estado. Na primeira vez, em 2008, dois carros até pararam para ele passar. Mas do meio deles surgiu uma moto que o atingiu. No ano passado, foi uma bicicleta na contramão que juntou Willian. Felizmente, ele nada sofreu. ?As ruas no Brasil são feitas pros carros andarem e não para as pessoas. É uma inversão de valores?, critica.

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