• 26 set 2009
  • Postado por Tiago

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Uma sassaricada básica pela cidade, pode ser a qualquer hora do dia ou noite, a deliciosa constatação é uma só: as minissaias (vestidos também), realmente comandam a cena das ruas e, pelo andar da carruagem, com qualquer clima, a vida será um perpétuo verão de minissaias. No melhor estilo curto de vida longa a minissaia está completando 45 anos de criação. Claro: há controvérsias com relação à autoria e tempo. Mary Quant? Courrèges? Os romanos? Não sei… Apenas gosto (da ?mini?) e da afirmação de M. Quant: ?Não fui eu ou Courrèges quem a inventou – foram as garotas na rua?.

Quem era criança na época da cantora Wanderléa deve se lembrar que, no Brasil patriarcal e provinciano, a calça feminina nem bem estava ainda implantada, quando, um belo dia, começou a aparecer uma multidão de pernas nuas vestidas acontecendo por ai.

Verdade seja dita: a história da mulherada poderia, isso sim, ser dividida em duas partes: antes e depois da minissaia, como se divide mais frequentemente em antes e depois da pílula anticoncepcional ? vamos combinar, duas criações que se difundiram quase ao mesmo tempo. Passarão muitos séculos até que se tenha uma ideia tão provocadora, elegante e feliz para compor e arrasar nos looks. Quando elas foram criadas, por volta de 1964, as mulheres ainda não se torturavam tanto com as dietas, as celulites e vestir uma minissaia não era apenas uma questão ocasional de estilo: por força da história, a moda implicava, mesmo involuntariamente, numa atitude existencial em favor da liberdade.

Nos dias de hoje o impulso revolucionário da minissaia não existe mais. Ela se transformou em um fetiche. Foi absorvida pela publicidade e contribui para a fantasia da busca do corpo perfeito, que é o princípio da rendosa indústria da beleza, das academias, das dietas e da moda no mundo inteiro. A mini continua feliz, agora até de uma forma mais fashion invadindo os casamentos, formaturas e não deixará impune mais um verão. Simples assim!

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