• Postado por Tiago

A frase acima é de Toninho Camarão, ex-jogador do Marcílio quando o time empolgava a torcida, no final da década de 80. Preparador físico de grandes clubes brasileiros, Toninho também é torcedor marcilista. E sofre. “Meu pensamento é de torcedor: todo mundo tá sentido, não tem jogo, vamos ver os outros, ver na tevê. Nunca aconteceu isso no Marcílio”, lasca.

Mesmo com uma passagem como preparador no clube em 2009, Toninho não alivia com seus ex-patrões. “Os dirigentes fizeram o que fizeram, eles não são do futebol, não sabem do futebol. Quem é Crispim, quem é Clóvis, eles destruíram o Marcílio. Itajaí ficar sem futebol não acontece em 100 anos, e os caras deixaram cair”, completa Toninho, que quer virar presidente do clube. “Tenho o pensamento, mas não dinheiro. Sempre tive o sonho em ser alguma coisa no Marcílio. A minha ida ao Marcílio foi um retrocesso na minha carreira, mas era uma dívida que tinha com o clube”.

O ex-preparador físico de Flamengo e Corinthians ainda diz que foi praticamente impedido de virar sócio do Marcílio. “Tentei trocar o que me deviam pra ficar sócio, mas eles não querem pessoas sérias. Tava pensando hoje (ontem), ‘o Catarinense vai começar domingo e vou ver jogo aonde, vou ficar na tevê’. Realmente é triste”, finaliza Toninho Camarão.

Já o ex-ponta-direita do Marcílio nos anos 60, Paulo Fabeni, é outro que sofre atualmente. “É lamentável. Fui infantil, juvenil e profissional do Marcílio quando tinha o clássico contra o Barroso, estádio lotado, briga de torcida. Deixou saudade. Eu, como ex-jogador, sinto muito”, fala Paulo, que também atuou no rival Barroso.

Experiente, ele sugere mudanças. “Colocar gente com competência e capacidade, que entenda de futebol”, lasca Paulo, autor de um dos gols do último clássico entre Marcílio e Barroso, em 1971, que teve vitória marcilista por 2 a 1.

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