• Postado por Tiago

O funcionário público Laison de Souza, 28 anos, reclama que todo início de semestre na Univali, de Itajaí, é a mesma coisa: os calouros da universidade participaram de trotes e ficam nas sinaleiras pedindo dindim pra motoras motoras e pedestres. “Acho um absurdo calouros pedindo dinheiro pra encher a cara enquanto tem gente passando fome”, lasca o leitor.

Laison diz que passa duas ou três vezes por dia pelo local. Os universitários sujos de tinta, com a cabeça e o corpo melecados de ovos e trigo, enchem o saco de quem passa pelo local.

Teve até calouro preso

José Alvercino Ferreira, coordenador da Codetran, afirma que os calouros não podem ficar pedindo dinheiro nos semáforos e que os guardinhas volta e meia estão na esquina da Contorno Sul com a rua Uruguai pra impedir o pedincho. “Mas além disso, não há muito que se fazer. A gente os tira dos sinais e avisa que é proibido, mas outros voltam, e é assim todos os dias”, lamenta o chefão da Codetran.

Na sexta-feira, um desses calouros foi detido numa operação da codetran com a PM. “Informamos ao jovem que ele não poderia ficar pedindo dinheiro e perturbando a vizinhança, mas ele quis agredir um dos nossos agentes e acabou detido pela polícia”, relata Zé Alvercino.

O chefão da Codetran diz, ainda, que alguns agentes de trânsito também ficam de butuca quando os calouros vão pros bares da região encher a cara. “É pra ver e impedir que, depois de bêbados, eles peguem carros e saiam por aí causando acidentes”, completou.

Univali

Vilson Sandrini Filho, procurador geral da Univali, disse ao DIARINHO que desde 2002 a universidade proíbe os trotes que usam ovos, farinha ou qualquer outra coisa que suje os calouros ou causem danos morais ou físicos. “Mas temos a autoridade apenas dentro dos nossos limites. Ali fora, não temos nem condições técnicas de gerenciar, nem autoridade pra isso”, sisplicou.

Ele afirma que os diretores e professores da instituição orientam os alunos quanto às regras dos trotes e aos riscos da prática. Além disso, a Univali e o diretório central dos estudantes estimulam a prática do trote da cidadania, que busca arrecadar roupas, brinquedos e alimentos, no lugar de simplesmente comemorar a entrada na universidade todo imundo e de cara cheia.

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