• Postado por Tiago

O serviço de tapa-buraco é realizado entre as 4h30 e 7h – horário que não há ninguém na praia e os operários podem dar a garibada com o caminho livre, mesmo assim reclamam que ainda tem alguns bebuns que insistem em atrapalhar. “Já cansei de ter que parar o serviço pra acordar os gringos que ficam dormindo na praia, no caminho das máquinas”, contou Assis.

Os operários afirmam que não há um isolamento especial da área da praia onde trabalham. Como vão numa equipe de cerca de 10 homens e quatro maquinários, não isolam com fitas ou luzes a área onde trampam. “Não fazemos nada disso. Até já pensaram, mas nunca foi preciso” conta Vanderson.

O secretário de obras, Valmir Pereira, caiu da cama cedinho e baixou na delegacia pra conversar com os homisdalei. Disse que, até ontem, não se tinha a necessidade de isolar as áreas onde os peões trampam já que as máquinas são grandonas, cheias de luzes e apitam altos pacas pra avisar a galera que está por perto. “Nossa prioridade é o pedestre, a pessoa que está na praia, mas vamos ter que rever a sinalização”, admite.

O barnabé garante que o maquinário está todo em dia. Afirma inclusive que a patrola assassina é nova e foi comprada em meados do ano passado. A reportagem do MACRIADO esteve no pátio da secretaria de obras e conferiu de perto a máquina. Um funcionário até ligou a engenhoca e provou que está tudo dentro dos conformes. A traquitana berrou aos quatro ventos e piscou quiném árvore de natal.

Valmir garante que os três funcionários que trampavam naquele trecho são experientes. Todos têm mais de 10 anos de casa e sempre operavam os maquinários na praia. Por isso, duvida que o aposentado possa ter sido atropelado por uma das máquinas da secretaria.

Valmir cogitada a hipótese de que Tang estivesse correndo de costas e bateu com a cabeça ou até mesmo de já estar ferido na areia da praia antes das máquinas chegarem naquele trecho. “Se a máquina passasse por cima dele, esmagava ele e não foi o que aconteceu”, diz.

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