• Postado por Tiago

O pediatra Júlio César Viecelli leva a brincadeira a sério e ressalta que o mais importante não é o brinquedo que os pais vão comprar para os filhos e sim a brincadeira em si. “Brincar não pode parecer uma coisa sem objetivo, propósito, porque brincar ensaia para a vida adulta, é muito importante para a criança”, alerta o dotô.

O médico explica que a brincadeira é que dá o suporte pros pequerruchos compreenderem o próprio corpo e depois se entenderem com o mundo a sua volta. “Não é o brinquedo o mais importante, é o brincar; criar alguma coisa a partir de algum objeto, de alguma situação, da descoberta da criança”, ensina. “Para a criança, o faz-de-conta é a maior liberdade”, explica.

Brincar mal

A brincadeira tem que ser levada a sério porque, segundo o médico, pode também prejudicar o desenvolvimento dos filhos. Um exemplo é o esconde-esconde. A criança pode levar a brincadeira numa boa, mas também pode se assustar na hora que for encontrar quem tá escondido. “A pessoa que está brincando pode assustar a criança e isso pode perverter o sentido da brincadeira”, alerta. “No fundo, todo brinquedo pode fazer mal, se não for utilizado adequadamente. Os pais vão ter que ter o poder de assimilar o que é certo pro seu filho”, completa.

Dicas do dotô Júlio

1 – Não importa que presente a criança ganhe no Natal, mas sim a forma como o presente vai chegar

2 – Não é preciso desmistificar a história do Papai Noel antes que a criança mesmo pergunte

3 – Dar sempre o brinquedo adequado pra idade da criança

4 – Dar o presente que a criança quer e, em cima disso, desenvolver toda uma história. Ela tem que sentir  prazer ao receber o presente

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