• Postado por Tiago

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DIARINHO traz retrospectiva com os dois rebaixamentos do Marinheiro, além de todas as lambanças dos cartolas em 2009. O objetivo é ver se eles aprendem a realizar as coisas certas em 2010 e param de fazer o torcedor de palhaço

Motivo de orgulho e alegria pros peixeiros que curtem futebol, o Marcílio Dias deu vexame em 2009, justamente ao completar 90 anos. A festa foi trocada por dois naufrágios: rebaixamentos pra Segundona do Catarinense e pra série D do Brasileiro. Os fatos fazem deste o pior ano da história do clube, pelo menos nos que esteve em atividade, já que o Marinheiro fechou as portas de 1971 a 1974.

Em janeiro deste ano, até parecia que as coisas andariam bem no Catarinão. Empolgado com a boa campanha na série C de 2008, o Rubro-anil manteve Sérgio Ramirez como técnico, mas o que se viu em campo foi uma lástima. Em 18 jogos, o time peixeiro venceu cinco, empatou três e perdeu 10, marcando 21 gols e sofrendo 32. Assim, só poderia acabar rebaixado, como rolou. O time ficou em penúltimo, com 18 pontos, caindo pra segunda divisão catarinense pela segunda vez na história ? a primeira foi em 1998.

Pior no Brasileiro

Sem solução no estadual, o Marcílio entrou na série C com o objetivo de se manter pro ano seguinte. Mas nem isso conseguiu. Com Ronaldo Alfredo no comando, que nunca tinha treinado um time profi antes, o Marinheiro naufragou pela segunda vez no ano. Pior do que no Catarinense, a equipe venceu só um dos oito jogos que disputou e perdeu os outros sete.

No total de jogos em 2009 foram seis vitórias, três empates e 17 derrotas, um aproveitamento ridículo de 26,92% ? ganhou só 21 dos 78 pontos possíveis. ?Foi um ano muito difícil, de desarmonia e muito desentendimento, que marcou o Marcílio Dias?, diz o atual presidente do clube, Abelardo Lunardelli, que assumiu após toda essa lambança.

Presidente cassado

Com os dois rebaixamentos, a torcida ficou cabreira. Representantes dela no conselho do clube, membros da Fúria Marcilista pediram o impeachment do então presidente Carlos Crispim, o que foi firmado em ata. Com a pressão, o ex-cartola renunciou, mesmo já cassado. Ele tinha mandato até novembro de 2010, mas as eleições rolaram um ano antes e Abelardo Lunardelli foi eleito. Ele fica de tampão até lá. ?Espero que possamos aproveitar bem este momento sem futebol pra reestruturar o clube e começar uma nova era?, diz o doutor.

Ainda fora de campo, cagadas da antiga diretoria foram apontadas pelo conselho fiscal do Marcílio, como cinco contratos irregulares de salas comerciais locadas do clube, além do balancete de janeiro a abril sem nota fiscal comprovando receita e despesa. O rolo continuou com a grana que a prefa repassou ao clube, mas que ninguém sabe pra que foi usada.

Boleiros sem grana

E as cagadas dos cartolas fizeram os jogadores ? que também eram bem fracos ? pagarem o pato. Eles saíram do clube com dois meses de salários atrasados e ainda receberam cheques sem fundo. Alguns até ameaçaram processar o Rubro-anil, que pra 2010 tem a obrigação de voltar pra elite do futebol catarinense, pra deixar o torcedor marcilista menos triste.

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