• Postado por Tiago

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Wanildo Batista da Silva, ex-atacante do Marcílio Dias, jogava com um meião diferente do resto do time, por causa de um problema de saúde

Ronaldo por sua careca, e agora pança, Vágner Love com suas trancinhas e, antigamente, Rivelino e seu bigode. Todos são ? e era, no caso do tricampeão mundial em 1970 ? facilmente encontrados em campo por suas características físicas. No Marcílio Dias dos anos 50, um jogador também era sempre notado toda vez que pisava no gramado do Gigantão das Avenidas. Vaidoso e cuidadoso, o ex-centroavante Wanildo Batista da Silva era o único do time marcilista que insistia em usar um diferente meião branco, como mostra a foto.

Natural de Itajaí, mais precisamente da rua Silva, Wanildo, ou Diabo Loiro, como era chamado por causa de seus cabelos com tons avermelhados, meio que mandava na equipe rubro-anil. Era o mais experiente e também o capitão do time. Como naquela época o futebol era meio várzea, Wanildo se dava ao luxo de usar meias brancas, diferente de seus companheiros, por causa de um sério problema de varizes nas pernas.

Companheiro de Wanildo no Marcílio de 1950 a 1955, Maury Werner, o Moringa, último vice-presidente do clube, explica o motivo do curioso fato. ?Era uma meia elástica, pra apertar mais a perna. Ele tinha aquela mania. No começo ele usava a meia abaixada. Não tinha jeito convencê-lo a usar (o meião do time normal, nas cores vermelha e azul). Ele era o dono da bola?, diz o ex-meio-campo do Marinheiro.

Bom de bola e de mulher

Prata da casa do Marcílio, Wanildo também era conhecido por sua baixa estatura. Tinha cerca de 1,60m, mas era mortal num fundamento. ?Ele era baixinho, mas fazia muito gol de cabeça. Jogava muito, era um craque?, fala Moringa, que junto com Wanildo conquistou alguns campeonatos municipais com o clube. Também faziam parte daquele time jogadores como Currú, Idésio e o goleiro Bicudo.

Wanildo também era craque fora de campo. Como um dos diretores do Grêmio 21 de Julho, o popular Ramos, clube peixeiro que organizava bailes na rua Blumenau, ele chegou a recepcionar na city as cantoras do rádio da década de 60, Marlene e Emilinha Borba. ?Ele era muito bonito, namorador e charmoso. Tinha olho azul?, conta sua filha Gilda da Silva Reiser.

As duas mortes

Como muitos jogadores, Wanildo não compartilhava a carreira de boleiro com sua família. ?O Wanildo jogador morreu pra ele quando seus filhos cresceram. Lembro que ele me levava no campo quando eu tinha três, quatro anos. Tinha seis anos quando ele parou de jogar?, diz Gilda, que tinha como irmão Wanildo Jr., também já falecido.

O Wanildo pai teria dois bisnetos, se vivo, e mais seis netos. No dia 27 de setembro de 1987, o ex-jogador do Marinheiro morreu aos 63 anos. Foi vítima de um infarto fulminante em Balneário Camboriú, onde morava naquela época, deixando o torcedor marcilista carente de mais um ídolo.

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