• Postado por Tiago

“Tocou o telefone e eu não estava na sala. A colega de trabalho atendeu. Me

aproximei da porta e ela me avistou.

Ele acabou de chegar – disse ela ao telefone, no mesmo instante em que me

chamava fazendo sinal com as mãos.

– Alô? (Eu não sabia quem estava no outro lado da linha)

– Alô, bom dia. É verdade o que disseram a teu respeito? – Me questionou.

Reconhecendo a bela voz que logo pela manhã me questionava, respondi:

– Bom dia, padre Alvino. Se é verdade? Bom, depende o que lhe disseram a meu respeito.

– Ah! Você reconheceu a minha voz. Que pena, eu queria te passar um trote

(…). Acho que vou precisar fazer um curso pra aprender a passar trotes

(risos).

O diálogo foi verdadeiro e aconteceu há 3 semanas. O que disseram a meu

respeito pro padre? Que eu teria interesse em fazer um programa na Rádio

Conceição FM.

Padre Alvino ficou feliz em saber do meu interesse em colaborar. Como não

havia programas nas tardes da emissora, conversamos e acordamos que minha

estreia seria 30 de novembro, como de fato ocorreu.

Ontem, depois de passar minhas mãos sobre as mãos do padre Alvino, deitado no caixão, tive a certeza que perdemos um ícone. A inserção do padre Alvino na comunidade era absoluta e concreta.

Conquistou a todos. Da alta sociedade de Itajaí ao baixo clero, padre Alvino

era querido.

Sou comunicador da Rádio Conceição – administrada pelo Pe Alvino – há duas

semanas e senti como se convivesse há anos. Tive o privilégio de conhecê-lo.

Tive a tristeza de conviver tão pouco com tão admirável ser humano.

De oratória impecável, suas palavras tocavam o coração. Talvez, por isso,

tenha ido pra perto de Deus.

Mas, diferente de todos, eu acho que o padre Alvino não morreu. Ele não nos

deixou definitivamente.

Padre Alvino Bröering foi fazer um curso pra aprender a passar trotes. E já

está praticando, o danado.”

Ass: Patrick Schneider, comunicador da Rádio Conceição FM e acadêmico de Comunicação Social da Univali

(Transcrito ipsis litteris)

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