• Postado por Tiago

ESPECIAL---presente-da-Natal

Jatir e e a filhota Hellen escolhem presentes no centro peixeiro

Texto e foto: Anderson Bernardes

Calaborou: Mariana Vieira

Quem ainda não comprou o presente da Natal e cumpriu a tradição brasileira de deixar tudo pra última hora pode preparar o espírito pra enfrentar lojas abarrotadas e um calor infernal na última semana antes da chegada do bom velhinho. Aqueles quem têm filhos pequenos, ainda vão ter que lidar com a vontade dos pequerruchos, que nem sempre combina com a grana disponível nos bolsos dos pais. E como se tudo isso ainda não bastasse, resta a preocupação em presentear os pequenos com algo que não prejudique o seu desenvolvimento e dê uma mãozinha na educação e também contribua com a saúde do filhote.

Especialistas em educação e medicina fazem um coro dizendo que brincar com os filhos é uma das formas que os pais têm de garantir um futuro melhor pros herdeiros. O Natal então seria uma boa oportunidade pra comprar as ferramentas pra essa brincadeira, mas a tarefa não é tão fácil como se imagina.

No último final de semana antes do tão esperado dia de desembrulhar os presentes embaixo do pinheirinho iluminado, a pequerrucha Hellen, de apenas quatro aninhos, se perde no meio de tantas opções, dentro de uma loja especializada em brinquedos, no shopping peixeiro. Mas o que chama a atenção da estudante-mirim são as bonecas, principalmente as barbies e pollys, que vendem que nem água nesta época do ano.

Carregado pela filhota, Jatir Murilo Pertille, 31 anos, é um desses pais que se preocupa em comprar brinquedos educativos. O comerciante diz que, sempre que pode, compra brinquedos que puxem pelo raciocínio da pequena, como quebra-cabeças e outros jogos de montar. Mas pro Natal não vai ter jeito. De tanto pressionar, Hellen vai ganhar a boneca que tanto quer. ?Mesmo assim acho que a boneca é um bom presente, porque estimula a criatividade. Ela conversa com as bonecas e interage bastante?, justifica o pai.

Jatir só não abre exceção pra brinquedos que tenham a ver com alguma coisa violenta. ?Esses jogos de guerra, armas e coisas violentas não tem como comprar. Com ela a gente sempre opta por coisas delicadas mesmo, coisa de menina?, explica. O pai só não conseguiu ainda fazer a filha gostar dos brinquedos relacionados às atividades esportivas, como bolas e bicicletas. ?É mais sossegada, por enquanto ela fica mais na dela?, conta.

Brincar pra crescer

Andrei Burgonovo é professor de educação física há oito anos e também trampa com os pequerruchos no projeto ?Segundo Tempo?, em Navega-City. Pra ele, é essencial pro desenvolvimento da criança que ela faça exercícios desde bebê. O professor diz que uma das melhores formas de colocar a pirralhada pra malhar desde cedo é a brincadeira. Ele aconselha os pais que têm filhos maiores a incentivarem a piazada a praticar esportes através dos brinquedos. ?O Natal é uma época boa pra dar uma bola, uma bicicleta e ou até uma prancha de surfe ou bodyboaird, pra aproveitar o calor do verão?, sugere.

Pros menores, a dica são os brinquedos que exijam raciocínio e coordenação motora. Os quebra-cabeças e outros brinquedos para montar são os primeiros da lista. Mas o professor alerta que nada pode ser feito por obrigação. Se é obrigação, não é brincadeira. ?O mais importante é a atividade que a criança quer praticar. Se tem cobrança dos pais, não vai ter o mesmo interesse?, alerta.

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