• Postado por Tiago

Uma simples apresentação de bicicleta em São Paulo, há 15 anos, foi motivo pra Cris Santos, anos mais tarde, se tornar um dos melhores atletas do mundo de bike trial, esporte onde os pilotos usam obstáculos naturais, como pedras e escadas, pra fazer altas manobras em cima das magrelas.

Casado há uma semana, Cris Santos, 30 anos, se mudou pra Itajaí há um ano e meio, depois de ficar uma década nos Estados Unidos, onde conheceu a esposa. “Fui pra lá por duas coisas: por patrocínio e porque atingi um nível muito alto aqui no Brasil, aí não tinha graça de competir”, conta.

A aparente falta de modéstia ao falar que manda bem em cima da bike é só aparência mesmo, porque o carinha fez por merecer e é bacana pacas. “Comecei meio tarde. Os tops começam com seis anos, comecei aos 15. Antes eu fazia BMX, um pouco de free style e mountain bike. Achei o trial legal e comecei a praticar com bike adaptada”, conta Cris, que hoje tem uma magrela que vale 15 mil reales.

Campeão brasileiro e paulista várias vezes, Cris começou a construir sua história gloriosa no trial antes mesmo de ir pros Isteitis. Naquela época, foi chamado pra gravar uma matéria especial na Globo, só não sabia que isso o tornaria conhecido nacionalmente 10 anos mais tarde.

Astro de tevê

Ao voltar dos Isteitis, Cris recebeu outro convite da Globo, dessa vez pra ser o astro de uma série que tá sendo exibida no programa Esporte Espetacular, aos domingos de manhã, no quadro “O Selvagem da Bicicleta”. “Nunca aconteceu de repetir tanto o mesmo esporte no programa. Gostaram tanto que querem fazer a quarta parte”, conta.

Em julho, o primeiro programa foi gravado em Itajaí, no porto e no molhe da praia da Atalaia, e em Balneário Camboriú, na praia de Laranjeiras. Depois, Cris gravou em Sampa e na Chapada Diamantina, na Bahia.

Sonho americano

No país mais rico do mundo, o hoje peixeiro se consagrou divez no esporte. Mesmo tendo pela frente alguns dos melhores do mundo, Cris foi campeão americano seis vezes. “É um sonho de todo atleta correr com os tops”, conta ele, que morou na Califórnia e em Detroit.

Cris viajou pelo mundo todo divulgando a marca que o patrocinava. “Pretendo voltar pra fazer shows por uma equipe de São Paulo. Vou desenvolver um pneu com a minha assinatura”, destaca.

Vida peixeira

Mesmo sem conhecer Itajaí, Cris se mudou com a esposa, transferida pela empresa que trabalha, e se apaixonou pela city. “Analisei a cidade e vi que era legal pra bicicleta. Não existe outro lugar no mundo que dá pra treinar à noite”. Dono da Santos Bike Shop, Cris quer levar o esporte adiante. “Quem sabe abrimos uma escolinha da modalidade”, anuncia.

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