• Postado por Tiago

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Unidade vai ficar no bairro Morretes e terá capacidade para receber 74 presos

Enquanto as obras do cadeião da Canhanduba tão mais paradas que mula empacada, Itapema tá contando os dias pra ganhar uma nova jaula. A previsão é que a as obras da unidade prisional avançada (Upa), que tá sendo erguida no bairro Morretes, fiquem prontas até o início de 2010. A cada dia de atraso no serviço, a empreiteira tem que pagar uma multa de R$ 10 mil.

A construção da Upa rolou depois de uma ação do ministério público, que tá tramitando na dona justa desde 2007. Na época, a construtora Aliança tava erguendo um prédio na avenida Beira-Mar, a mais chiquetosa de Itapema. O problema é que parte da obra passava por cima de uma rua.

O rolo todo começou quando a prefa de Itapema abriu mão da passagem do povão, pra dar de mão beijada pro pessoal do hotel Village usar como estacionamento pros hóspedes. Foi o dono do hotel quem repassou a área pra construtora. O ministério público não deixou por menos e carcou uma ação das grandes pra cima do empreendimento. O processo respingou pros lados do ex-prefeito Clóvis José da Rocha (DEM), pros donos da construtora e pro dono do hotel, que foram responsáveis pela cagada.

Como até a ação ser julgada em todas as instâncias o prédio que tava sendo construído já estaria pra lá de velho, o MP achou melhor dar um canetaço à parte pra construtora, através de um termo de ajustamento de conduta (TAC). ?A obra já estava adiantada, e é complicado conseguir uma determinação judicial pra demolir. Mas era um bem público, e se tratava de uma imoralidade?, diz a promotora Carla Mara Nolli. O TAC obriga a Aliança a construir a cadeia em Itapema, em troca da rua que usou pra erguer o prédio.

Depois de muito blablablá, foi escolhido um terreno do bairro Morretes, que fica ao lado da estação de tratamento de esgoto, pra abrigar o cadeião. A obra tá rolando desde junho. ?O prazo é de 15 meses, mas a construtora diz que vai entregar em seis, se o tempo colaborar?, conta dotôra Carla.

A empreitada tá na fase das fundações. Depois de pronta, a gaiola vai ter lugar pra 74 enjaulados. O prédio será doado ao departamento estadual de agentes prisionais (Deap), com a promessa de que não vire mocó de presos vindos de todo canto. ?Vai caber ao juiz corregedor decidir quem vem pra cá?, diz o delegado Carlos Dirceu.

O dotô comentou que a ideia é fazer da Upa um lugar onde os presos vão ter um trampo a cumprir, pra não ficarem pensando em bobiças. ?Não queremos que seja um simples depósito de presos?, afirma o delegado.

Novela

Já no presídio regional da Canhanduba, a situação é outra. A obra, custeada pelos cofrinhos do governo da Santa & Bela, há meses não sai do lugar. Esta semana, a comissão que fiscaliza o andamento da empreitada passou por lá pra dar um bizú e deu com os burros nágua. O portão tava fechado, e não tinha uma viva alma trampando. A promessa da empresa que deveria estar tocando o serviço é de que a peãozada pinte por ali na semana que vem. É ver pra crer.

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