• Postado por Tiago

A implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário do Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina, recém começou e já está embargada.  O motivo é a falta de licenciamento ambiental.  A Casan afirma desconhecer as irregularidades.  As obras prosseguem.

Segundo a procuradora Analúcia Hartmann, o empreendimento no entorno da Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé não tem aprovação do Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental (ICMBio).  Por isso, o Ministério Público Federal solicitou à Caixa Econômica Federal a suspensão da liberação dos recursos.

A estação que está sendo construída às margens da SC-405 deve atender, inicialmente, os moradores do Campeche.  Hoje, 16 quilômetros da rede coletora, dos 54 previstos, estão instalados.

A Casan planeja construir dois novos emissários submarinos, na praia dos Ingleses, no Norte da Ilha, e entre a Joaquina e o Campeche.  A estação em execução no Campeche está projetada para receber o esgoto tratado da Lagoa da Conceição, Ribeirão da Ilha, Tapera e Pântano do Sul, e enviar os efluentes para o mar.

A proposta da Casan tem provocado a reação dos moradores da Capital.  A população questiona a eficiência das tubulações submersas que pretendem lançar o esgoto tratado no mar.  No mês passado, a comunidade do Campeche, no Sul da Ilha, fez um seminário para discutir soluções e alternativas para a questão do tratamento do esgoto.

Enquanto questões como esta são encaminhadas, a situação do esgoto em Santa Catarina é tão grave que o Estado apresenta o segundo pior índice em cobertura de saneamento do país, à frente apenas do Piauí.

Um diagnóstico da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) revela que são lançados 576 milhões de litros de esgotos, por dia, nos mananciais do Estado.  Além disso, constata que somente 9,95% da população catarinense tem tratamento de esgoto.

Com informações do saite espaçovital.com.br

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