• Postado por Tiago

Povão chama o Zé Brodinho e reclama que a garibada na avenida só tá trazendo problemas

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Ciclovia tá sendo feita quase numa tripa só, sem entrada pro povão

O Zé Brodinho se solidarizou com mais uma causa do povão. Ontem, visitou a obra da Quinta avenida, na região da Vila Real, em Balneário Camboriú, e ficou dicara com o jeito que tá sendo feita a ciclovia, no meio da via. Moradores e comerciantes tão chateados com a falta de espaço pros pedestres cruzarem a via e com o pouco número de retorno pros carangos. Teve até gente que se machucou por conta da caca que a prefeitura tá fazendo.

A comerciante do bairro Vila Real, Valdinéia Oliveira Silva dos Santos, 24 anos, é uma das leitoras que pediu ajuda pro Zé Brodinho. Carregando a filhota de 10 meses num carrinho, todos os dias tem que atravessar metade da avenida disputando espaço entre os carangos, pra conseguir chegar à sua loja. ?Venho de carrinho pela contramão porque não tem muita abertura na ciclovia?, lascou. Ela não consegue atravessar a estrada pra chegar até a calçada e andar com segurança.

Vizinha da obra, dona Érica Drumm também siqueixou pro Zé Brodinho. Aos 72 anos, anda com dificuldade e passa uma trabalheira pra levantar a perna e atravessar a mureta altona da lateral da ciclovia. Numa das tentativas de atravessar a avenida, trupicou numa das pedras e sistabacou no chão.

A coitada agora tá com a perna cheia de feridas. ?Nunca vi uma bobagem tão grande como essa que fizeram. Eles deveriam fazer uma baixada para nos deixar atravessar?, sugeriu a vovozinha.

L.V., 56, é dona de uma loja de roupas na Quinta avenida. Não tem dúvidas de que até já perdeu clientes com a obra. ?Quem está de carro indo pelo lado de lá não vem pra cá ver a loja. Se tivesse como retornar aqui tudo bem, mas eles (clientes) têm que ir lá e voltar?, reclama.

Zé Brodinho se instalou no meio da ciclovia que tá sendo construída e confirmou o perrengue. A faixa para zicas tá sendo feita numa tripa enorme e só há três locais para que carangos ou pedestres possam atravessá-la.

Zé Brodinho constatou que perto de onde dona Érica mora, na altura do número 488, o problema é ainda maior. O local fica na quadra de acesso a outras duas ruas movimentadas, a Dom Ricardo e a Dom José. É fácil entender o problema: quanto mais carangos, maior a dificuldade o povão atravessar a avenida.

Medida de segurança

Valmir Pereira, secretário municipal de Obras, admitiu ao Zé Brodinho que a grande distância entre os retornos de veículos e passagens de pedestres é mesmo proposital. Ele argumenta que as poucas aberturas na ciclovia foi uma forma que a secretaria de obras do município encontrou pra garantir a segurança do povão.

O secretário informa que as passagens e retornos ficam a de 300 metros um do outro. ?Vamos dizer que deixo uma passagem lateral em cada passagem da rua, vai passar carro por lá e ao mesmo tempo podem passar pedestres e isso poderia causar um acidente?, explicou. ?Além disso, se fizer uma abertura na ciclovia, vai passar moto e pedestre no meio da avenida?, acrescentou.

O secretário contou ao Zé Brodinho que será instalada uma sinaleira em cada abertura e isso permitirá que o povão passe por lá sem risco de ser vítima de atropelamentos. A primeira parte da obra, que vai até a rua Angelina, deverá estar pronta em 20 de julho, promete Valmir Pereira.

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