• Postado por Tiago

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O início das obras da rua Síria, no bairro das Nações, anunciado pela prefa de Balneário Camboriú no dia 13 de abril, até agora não passou de discurso de político. O motivo foi a falta de licença ambiental da fundação do meio ambiente (Fatma), que começou a ser liberada esta semana. Enquanto isso, as 11 famílias que tiveram suas casas detonadas por um deslizamento de terra, há quase seis meses, esperam uma solução pra que a desgraça não se repita.

?Tão brincando com a gente?, desabafa Saldelina Pereira, a Preta, 37 anos. Toda a parte dos fundos de sua casa foi pro beleléu com o desmoronamento. A piscina, que ela tinha acabado de instalar pra dar uns mergulhos durante o verão, tá até hoje cheia de barro. ?Sei que o prejuízo que eu tive ninguém vai me pagar. Mas quero voltar pra minha casa?, diz.

Ela tá morando de aluguel desde que rolou a tragédia, que veio junto com a enchente do final de novembro. Preta conta que cada vez que chove se apavora com medo que rolem novos estragos. ?A cada chuva o morro desce mais um pouquinho. Se eu pudesse entrar lá e tirar o barro eu faria isso, mas não posso. E a obra não sai?, reclama.

André Camargo, diretor técnico da Azza, empreiteira que venceu a licitação pra consertar o estrago, diz que a empreitada ainda não começou porque as autorizações de corte de vegetação e pra fazer taludes de contenção ainda não tinham sido liberadas pela Fatma. O licenciamento foi pedido no dia 15 de abril, dois dias depois do início das obras ter sido alardeado pela prefa.

André acha que não rolou corpo mole pra fazer o pedincho. ?Foi tudo dentro do prazo correto?, acredita. Ele prometeu que assim que tiver as autorizações da Fatma em mãos vai começar o trampo.

Aleluia!

O chefão da Fatma em Itajaí, Gabriel Santos de Souza, disse que a licença pro corte de árvores foi entregue à prefa na tarde de terça-feira. Ele comentou que a autorização pros taludes deve sair ainda esta semana.

O DIARINHO tentou ouvir o secretário de obras, Valmir Pereira, pra saber por que a prefa divulgou uma data de início de obras sem que a empreiteira tivesse autorização ambiental pra fazer o serviço. Ele não foi encontrado pra dar a resposta.Piscina ficou atulhada de barro

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