• Postado por Tiago

A obra de um condomínio empresarial no bairro Monte Alegre, em Camboriú, será alvo do bizu de fiscais do IBAMA. A construção foi denunciada há 10 dias por moradores da região que estão com a pulga atrás da orelha desconfiados de que tem treta por lá. O empreendimento trancou seis ruas do bairro e até devastou parte do matagal do morro.

O povo diz que foram instaladas tubulações irregulares e foi destruída uma grande área de mata nativa. Moradores da região ainda reclamam que a obra barrou a saída de seis ruas do bairro. Foi feito um baita muro no final das vias, o que tem impedido o escoamento da água da chuva, que acaba invadindo as casas.

Diante das reclamações, o fiscal do IBAMA do Itajaí, Alvino Pereira, resolveu passar por lá esta semana pra dar uma olhada no que tá rolando. Além de verificar a situação do terreno, prometem averiguar de pertinho o corte das árvores do morro.

Ele vai verificar se os construtores atingiram cotas proibidas de área de preservação permanente, as famosas APPs. “Teria que fazer uma vistoria técnica e o nosso técnico está de férias, mas vamos averiguar a situação por lá do mesmo jeito”, lascou. O fiscal garante que assim que seu colega entendido do assunto voltar de férias, vai encaminhar o caso ao sujeito pra que ele faça uma nova vistoria, mais detalhada.

Alvino explica que com relação ao trancamento das ruas, a responsa sai das mãos do IBAMA e cai no colo da prefa. No entanto, o secretário de meio ambiente, José Pedro Costa, tira o corpo fora e afirma que assumiu a pasta com o rolo já feito e não pode fazer muita coisa pra ajudar a comunidade. Ele afirmou que os papélis apresentados pelos construtores estão em dia e prometeu fazer qualquer coisa que esteja ao seu alcance pra ajudar o povão.

Ontem de manhã, policiais ambientais estiveram por lá analisando o terreno e a nascente de água que há no local. Eles pretendem fazer um relatório com a constatação, mas ainda não divulgam o resultado das bizolhadas.

Enquanto isso, o autor da denúncia ao ministério público, o presidente do Partido Verde, Arnaldo Christin Pereira, vai fazer uma pressão pra receber uma resposta o quanto antes do MP. “A gente quer tudo resolvido. A obra continua andando a todo o vapor e tão batendo até estaca lá”, conta.

O promotor Victor Emendörfer Filho, que atua nas áreas de registros públicos, meio ambiente, loteamento e desmembramento do solo, não quis dar entrevista.

Relembre

A denúncia foi feita no dia 8 de setembro. A comunidade fez um abaixo-assinado e encaminhou as 50 assinaturas com uma solicitação ao MP, pra que averiguasse a obra suspeita de causar danos ao meio ambiente e à comunidade, pois foi construído um muro no fim das seis ruas, impedindo o escoamento da água. O perrengue ainda é maior, já que o final das ruas, onde deveria existir uma transversal, foi invadida pelo povão que construiu casas na área.

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