• Postado por Tiago

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Esse é o prédio que tá cagando toda a vizinhança

Carros, muros e baias com uma pincelada de cimento. Essa é a situação que os moradores da rua Lico Amaral, no bairro Dom Bosco, têm enfrentado por conta de um condomínio que tá sendo levantado na vizinhança, que não tem nem bandejas e telas de proteção. A comunidade reclama que os peões ficam berrando durante o dia e coisas voam do céu. A obra é do edifício Ilhas Gregas, que tá sendo levantado há pouco mais de um ano pela Hestia Construções, de Curitiba.

O comerciante Almir João da Silva, 52 anos, diz que o reboco do prédio chegou a cair em cima de seu carango. ?Estourou a mangueira de concreto deles e foi pra tudo quanto é lado. Chegou até a quebrar o meu vidro?, contou. João é um dos moradores que também taca o pau na peãozada que trampa na obra. Afirma que eles vivem gritando e até já ouviu xingamentos vindos do prédio.

Pro tipógrafo Rogério Faustino, 38, a construtora tem que ser mais responsável. ?Tem que cuidar da segurança. Não tem rede de proteção e toda hora passa crianças aqui?, comenta, apontado pra calçada que fica embaixo do edifício.

O aposentado José Antônio, 74, observou que várias casas da rua estão com as grades sujas pelos pingos de cimento que caem do céu. ?Todo mundo da rua tá reclamando?, lasca.

Paulo Praun, secretário de Urbanismo da prefa peixeira, não soube dizer se uma tela de proteção é realmente necessária nesse caso, pois depende em que pé está a obra. Ele ficou de mandar um fiscal no local pra fazer uma avaliação.

Empreiteiro assumiu

O construtor Moiçaniel dos Santos, 47, o Leko, dono da empreiteira L2, contratada pela Hestia pra levantar o edifício, veio ao DIARINHO e assumiu toda a responsa pela obra.

Leko afirmou que lá pelo início de fevereiro a empreiteira já deve colocar a rede de proteção para evitar que a massa do reboco atinja as casas vizinhas. Ele alega que a espirrada nas casas rolou anteontem, quando um vento forte espalhou o cimento.

Quanto ao berreiro dos peões, Leko falou que o comunicador que os trabalhadores utilizam no elevador escangalhou e aí foi preciso gritar de um andar pra outro pra pedir equipamentos e materiais. Leko calcula que esse problema seja resolvido na segunda-feira.

O construtor disse ainda que qualquer reclamação dos vizinhos pode ser resolvida diretamente com ele. ?É só me procurar?, afirmou.

Rogério Arno Heilmeier, gerente comercial da Hestia em Itajaí, não quis comentar o caso.

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