• Postado por Tiago

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Seu Ventura, que hoje tá de cama, mostra a mão direita toda detonada

O aposentado Ventura Pelegrini, 80 anos, estava com a cirurgia marcada pra troca de uma prótese na perna e foi simplesmente feito de trouxa dentro do hospital e maternidade Marieta Konder Bornhausen. Deixaram o coitado internado, só no soro, e depois de mais de 24 horas esperando pelo momento da operação, é que os filhos do velhinho descobriram que a cirurgia havia sido cancelada.

A família de seu Ventura aguardava ansiosa pela operação. Há dois anos o aposentado caiu e quebrou o fêmur, que é o osso da coxa. Desde então, usa uma prótese. Só que ela saiu do lugar e hoje incomoda o veinho, que nem caminhar consegue mais. Dizem os familiares que a cirurgia pelo SUS só pode ser feita por uma médico de São Paulo, já que o Marieta não possui um especialista na área.

A dor de cabeça da família Pelegrini começou a rolar na noite de domingo. Por volta das 19h, eles receberam uma ligação dizendo que o médico que faria a operação estava no hospital e era pro aposentado ser levado às pressas pra ser preparado pra entrar na faca. As coisas foram arrumadas rapidinho e seu Ventura levado até o Marieta.

Ao pisar no hospital, a primeira incomodação: não havia leito pra receber o aposentado. ?Eu não entendo. Pra que ligar pedindo pra internar se não tinha nem cama pra ele??, questiona Lúcia Pelegrini Figueiredo, uma das filhas. Enquanto os funcionários do Marieta se estapeavam entre si pra resolver o perrengue, seu Ventura foi colocado numa cadeira de rodas sem nem ter apoio pros pés.

Quando enfim liberaram uma cama pro velhinho, começou a judiaria. As enfermeiras não encontravam a veia pra colocar o caninho do soro. A mão direita de seu Ventura ficou toda roxa e o soro acabou sendo colocado do lado esquerdo.

O pior ainda estava por vir, relatam os filhos. Depois de mais de 24 horas sem comer nada, só no soro, seu Ventura foi informado pela família que a cirurgia havia sido cancelada. ?A gente descobriu isso por acaso por uma funcionária do hospital. Ninguém veio nos falar nada. Nenhum médico passou pelo quarto?, garantiu a filha Lúcia, que depois de xeretar com a secretária do hospital, ficou sabendo que não havia material pra fazer a cirurgia. ?Que tipo de material que faltou eu não sei. Agora vamos ter que esperar nos chamarem novamente, porque uma data certa também não deram?, reclama.

A telefonista do hospital Marieta disse que somente a assessora de imprensa, Roberta Ramos, poderia se manifestar sobre o assunto. Roberta não estava no hospital na tarde de ontem e não atendeu as três ligações feitas pela reportagem.

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