• Postado por Tiago

CAPA-LATERAL-obra-atras-da-AABB---foto-Felipe-VT-00

Obra tá rolando depois de ficar parada por falta de licença

O mó bafafá tá rolando pelas bandas do bairro Fazenda por causa das obras da associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), que fica na rua Ernesto Schneider, caminho de Cabeçudas, em Itajaí. A associação de Preservação Ecológica do Saco da Fazenda jura de pés juntos que a construção tá acabando com o mangue, ao contrário da prefa, que afirma que tá tudo nos trinques.

O engenheiro agrônomo Nilson Casas, diretor técnico da associação de preservação, falou que no começo do mês passado, quando a obra teve início, ele já viu que o negócio ia feder. Nilson não pensou duas vezes e lascou a denúncia da construção na secretaria de Urbanismo e também na fundação do Meio Ambiente (Famai).

A obra chegou a ser interrompida por cerca de duas semanas, segundo a Famai, por causa da falta de licença ambiental. Só que ontem as máquinas voltaram a roncar e os peões pintaram na AABB pra trampar. ?O projeto foi aprovado e as licenças estão regularizadas. A obra não vai interferir no mangue, segundo o que consta no projeto?, garante o secretário de Urbanismo, Paulo Praun Cunha Neto.

Jonas José Pereira, diretor de licenciamento e fiscalização ambiental da Famai, explicou que as licenças emitidas para a AABB são apenas pra reforma e não permitem a ampliação do empreendimento. ?Por enquanto está tudo dentro dos conformes, mas nós vamos monitorar o andamento da construção?, conta.

Mas o diretor técnico da associação de preservação do Saco da Fazenda não tá muito confiante nessa historinha de que o mangue não será prejudicado. Nilson acha que tem caroço nesse angu e inclui coisa grande. Pelo o que engenheiro agrônomo ouviu dizer, um acordo milionário teria sido feito entre a AABB e a empresa Perdigão, o que ampliaria e muito a sede recreativa dos funcionários do BB.

A secretária do presidente da AABB, Alessandra Maria Francisco, deu risada quando soube da suposta parceria milionária com a Perdigão e disse que isso não passa de boato. Ela conta que até houve um acordo, mas só pra incluir os funcionários da empresa como sócios da AABB. ?A Perdigão alugava as nossas dependências pra recreação com os funcionários. Foi quando surgiu a ideia de associá-los e assim se fez. Eles pagam taxa como os funcionários do banco?, relata.

Alessandra falou que a obra na AABB inclui a reforma do ginásio de esportes e da cozinha dos fundos, que hoje abriga um projeto comunitário, atendendo crianças carentes no contraturno escolar. ?A nossa intenção não é agredir a natureza. Estamos com todas as licenças em dia pra seguir com a construção?, afirma.

  •  

Deixe uma Resposta