• Postado por Tiago

A Associação Cultura, Montanhismo, Educação e Proteção do Meio Ambiente (Cmear), de Camboriú, dedurou ao ministério público federal (MPF) cinco loteamentos que teriam causado danos ambientais à city. A lista foi entregue ao procurador Roger Fabre, de Itajaí, junto com um pedincho de embargo. Mas enquanto os ambientalistas reclamam, a prefa sai em defesa das empreiteiras e jura que tá tudo como manda a lei.

O papéli aponta cagadas nos empreendimentos Colina dos Cedros e Vila do Cedro, no bairro Cedro, e outros três nos bairros São Francisco de Assis, Rio Pequeno e Várzea do Ranchinho. A ong dedura desde corte de vegetação nativa da mata atlântica até a detonação de nascentes, passando pelo aterramento de morros.

O perrengue é maior pro lado do Colina dos Cedros, da incorporadora Abramar. “As terras movimentadas resultarão no assoreamento de nascentes e córregos de toda a redondeza, agravando o problema das enchentes”, carca a ong, na denúncia entregue ao ministério público.

O advogado da Cmear, Anderson Beluzzo, diz que o problema é que todos os loteamentos denunciados têm aprovação dos órgãos ambientais, tanto da prefa de Cambu quanto da Fatma. “Os cinco foram aprovados desconsiderando as características da localização. Um dos projetos tá em área de nascente e tramita como se fosse um local qualquer”, acusa.

As licenças ambientais dos loteamentos são confirmadas pelo secretário de meio ambiente de Cambu, Marcio Rosa. “Todos esses empreendimentos, com exceção do da Várzea do Ranchinho, que tá embargado há anos, foram aprovados pelos órgãos ambientais. O município tem um plano diretor e, se a área permite a construção, não tem como a prefeitura proibir que sejam feitos. Tão todos dentro do perímetro urbano”, lascou.

Ele nega que qualquer um dos condomínios esteja em área de nascente e acha que os ambientalistas botam a boca no mundo porque tão estranhando crescimento da city. “As pessoas não tão acostumadas porque a densidade demográfica da cidade começou a crescer muito de cinco anos pra cá”, acredita.

Os dois condomínios que tiveram os nomes citados na lista da Cmear também usam as licenças pra defender-se. A gerente do Vila dos Cedros, Tânia Regina Espíndola, garante que não rolou corte de mata nativa no empreendimento. “Estou surpresa com a denúncia, porque temos todas as licenças”, garantiu.

O gerente do Colina dos Cedros, Roberto Silveira, questiona a atuação da ong. “Baseado em que tipo de estudos eles questionam as licenças?”, solta. O geólogo João Guilherme Cunha, que foi contratado pela construtora Abramar pra bizolhar a área onde tá saindo o condomínio, garante que a obra não vai aumentar os riscos de enchente. “O sistema de drenagem que vai ser implantado ali reduz as possibilidades de cheias”, afirma.

Empurra-empurra

A Fatma, órgão estadual que emitiu licenças pros condomínios que tão sendo dedurados, garante que faz uma bizolhada séria antes de permitir as empreitadas, mas joga parte da responsa pra cima da prefa. “Não iniciamos nenhum processo antes da consulta de viabilidade entregue pela prefeitura. É um sinal, pra nós, de que pro município aquela área pode dar lugar ao empreendimento”, diz o biólogo analista Fabiano Dávila Vieira.

Ele explica que antes de serem emitidas as licenças, a área onde vai rolar o trampo recebe uma visitinha de fiscais. “Depois do início das obras também são feitas vistorias”, contou.

A assessoria do procurador Roger Fabre informou que a lista da Cmear ainda tá na mesa do dotô pra ser analisada. Só depois de um bizu cuidadoso ele vai decidir que atitude tomar.

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