• Postado por Tiago

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Marcelo administrava a quadrilha como se fosse uma empresa

A vida mansa em Balneário Camboriú acabou pra Marcelo Stocco, 35 anos, apontado como comandante do tráfico de drogas na região metropolitana de Curitiba. O traste deve pra dona justa pela venda de porcarias e é acusado de estar envolvido numa renca de assassinatos.

O safado tava escondido com uma mulé num hotel do centrão da Maravilha do Atlântico e foi enjaulado durante uma operação especial dos meganhas do Paraná.

Assim que o galo cantou, os milicos do estado vizinho aportaram no Balneário mais badalado do sul do país, pra tocar a Operação Nieman, que também rolou nas cidades de Curitiba e Pinhais. Os fardados bateram no hotel Gracher, da esquina da avenida Brasil, e encontraram Marcelo ao lado de Ana Silvia Zila, 31.

O casal tem a ficha mais suja do que pau de galinheiro. O carinha está enroscado até o último fio de cabelo por envolvimento com a venda de porcariada, principalmente de cocaína e crack. Marcelo é apontado como um dos comandantes do tráfico na capital do Paraná e de mandar matar quem não andasse na linha. Ana também não é flor que se cheire e deve pra justiça por tráfico e assassinato.

O quarto do casal foi revirado de alto a baixo. Depois das buscas, os policiais encontraram R$ 42 mil em dindim, joias e outros objetos de valor. Marcelo e Ana não souberam explicar de onde veio a dinheirama e foram levados pra bater um papo com os homisdalei na delegacia de Balneário. No fechamento dessa edição, os pombinhos ainda estavam enjaulados por aqui, mas a puliça se debatia pra recambiar os vadios divolta pro Paraná.

Ficha do Marcelo

Pra polícia, Marcelo é um trafica cruel de Curitiba. É acusado de, com sua quadrilha, participar da morte de 15 pessoas. Todas teriam sido assassinadas na capital do Paraná, Pilarzinho e em Almirante Tamandaré, durante a disputa do tráfico de drogas ou acerto de contas. O bando do vadio não tinha dó nem piedade de pai de família que cruzava o seu caminho e mandou pra terra dos pés juntos um empresário durante uma tentativa de assalto.

Marcelo tem senso de administração e até comanda a quadrilha como se fosse uma empresa. O olhudo estipulava cotas diárias que cada laranja tinha que vender. Pros investigadores, toda a bufunfa conquistada com a venda de drogas era usada na compra de casas luxuosas, na construção de uma empresa em Araucária e até financiava as viagens de lazer, como a de Balneário Camboriú.

Há seis anos, o vagabundo foi enjaulado pela polícia Federal por simeter até o pescoço com a venda do pó branco, mas ficou só três anos no xadrez e ganhou as ruas pra voltar a aprontar.

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