• Postado por Tiago

Ana Maria passa um sufoco pra subir e descer a rua

Há um ano que a dona Ana Maria Garcia Borba, 33 anos, luta pela abertura da rua em que mora, a Luiz Pontaldi, no Baú Baixo, em Ilhota. A subida de aproximadamente 50 metros que leva até a casa da operária é apenas um caminho de chão batido, cheio de crateras. Quando chove é uma verdadeira luta pra conseguir passar por ali.

Ana conta que quando foi morar no local passou quatro meses sem luz elétrica. Somente conseguiu a iluminação depois de muita reclamação. Agora ela pede para que a prefa arrume a rua.

Todo santo dia Ana e seus três filhos descem e sobem o caminho num exercício forçado. ?Tenho um bebê de um ano e meio e pra descer em dia de chuva é arriscado?, reclama. A outra filha pequena vive faltando a escola porque tem medo de sair de casa em dias de chuva.

O carro da família fica estacionado numa rua perto da ladeira. Ladrões até já tentaram surrupiar o possante faz três meses e a família só ficou sabendo por causa do alarme que disparou.

Loteamentos meia bocas

Valdi Augustinho da Silva, secretário de obras de Ilhota, já tava sabendo do reclamo, mas adiantou que não tem previsão de arrumar a rua. ?O problema é que a população compra os terrenos por causa do preço baixo e esquece de observar a infraestrutura?, carcou o bagrão.

Valdi afirma que pelo menos quatro loteamentos de Ilhota tão com problemas. O secretário disse que o povão não consegue se acertar com a imobiliária que vendeu os lotes e acaba tirando a prefa pra Cristo. ?A maioria destes locais não são apropriados pra moradia. E a prefeitura não tem condições de resolver o problema de todos?, argumenta.

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