• Postado por Tiago

Se a vontade do vice-governador Leonel Pavan (PSDB) é de ser julgado com rapidez pelo Tribunal de Justiça (TJ) no inquérito que o acusa de corrupção, o tucano ganhou um aliado: a oposição. O vice-líder da bancada do PP na assembleia legislativa (Alesc), deputado Joares Ponticelli, disse que não aceitará outra postura da casa que não seja recomendar ao TJ que acate a denúncia do Ministério Público.

De acordo com o pepista, Pavan vem demonstrando na mídia estadual todos os dias que quer ser julgado, então, a bancada do PP vai ‘atender o pedido’ do tucano. “Ele não disse que queria ser julgado no dia seguinte? Então, vamos ajudar o Pavan”, lascou.

Ponticelli desafiou ainda a base governista a votar a favor da bagaça, para provar que eles realmente confiam em Pavan. “Se eles acreditam na inocência dele, vão autorizar a tramitação do projeto. Quem votar contra, vai pagar a conta junto com ele”, disse o deputado, por telefone.

O deputado Sargento Amauri Soares (PDT), que apesar de ser líder do partido e fazer parte da base aliada, é oposição ao governo, diz que sua posição é parecida com a de Ponticelli. “A Alesc tem que aprovar isso o mais rápido possível, de preferência na primeira semana de fevereiro”, cobra. Ele diz ainda que o legislativo tem que dar uma resposta à sociedade catarinense, que não admitiria que um processo deste tipo fosse engavetado. “Ele tem dito que tem pressa. Nós também”, finalizou.

O novo líder do PT na Alesc, Décio Góes, ainda não conversou com o resto da bancada sobre o assunto, mas não tem dúvidas de que todos vão votar a favor da continuidade do processo. Décio diz que Pavan tem reiterado apelos pedindo um julgamento rápido, então os vermelhinhos vão dar uma mão pro tucano. “A população catarinense não pode ficar sem resposta. O governo tem a maioria na assembleia, e esperamos que eles não julguem politicamente este processo”, disse o petista.

Entenda o rolo

A operação Transparência começou em janeiro de 2009, pela polícia Federal (PF), e investigava denúncias de sonegação de impostos em empresas do ramo dos combustíveis. No meio do caminho, os tiras teriam descoberto um esquema pra beneficiar uma empresa, a Arrows Combustíveis do Brasil, e que envolvia funcionários da secretaria Estadual da Fazenda, funcionários públicos e o vice-governador do estado, Leonel Pavan. O inquérito da PF foi encaminhado pro Ministério Público, que transformou a bagaça em denúncia ao Tribunal de Justiça. Agora, o TJ remeteu o processo pra Alesc, que decide pela continuação ou não do processo. Se julgados, os caras terão de responder por uma montoeira de crimes, como corrupção ativa e passiva e advocacia administrativa.

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