• Postado por Tiago

Tanto o padre Alvino como o assassino Maykon mantinham páginas no site de relacionamento, Orkut, e foi lá mesmo que, a princípio, os dois se conheceram. Depois da divulgação da prisão e das revelações feitas por Maykon ao DIARINHO, as páginas dos dois bombaram.

Várias pessoas já tinham passado pela página do padre, “Refugium meum et fortitudo mea” (Meu refúgio é minha fortaleza), para deixar uma mensagem de pesar, um pedido de justiça e desejar uma boa partida. Ontem, os recados eram um pouco diferentes. O pessoal tava meio chateado com o fato de Maykon revelar que Alvino era homossexual. Uns xingavam e outros preferiam não julgar a opção sexual do padre. “Não sei nem o que falar, diante de tantas coisas que estão aparecendo, só sei dizer que conheci ele, através da rádio que trabalhei, e parecia ser uma ótima pessoa, mas acho que se ele vivia essa vida por trás, melhor que vivesse só aquilo e não usasse a igreja pra ganhar dinheiro e ser sustentado!! em quem acreditar? Religião? Homens? Deus deve estar dando pulo la em cima…das coisas que acontecem….”, comentou uma internauta.

Já na página de Maykon, que usava o pseudônimo Maykon Killer, as mensagens eram bastante pesadas. Além dos xingamentos comuns, tinha mensagem de terror, outras ameaçando que ele sofrerá violências dentro do presídio, algumas até dando força pra família e outras defendendo o direito dos homossexuais. “É muita ignorância querer justificar um assassinato pelo fato de uma pessoa ser homossexual. Isso se chama homofobia, algo característico das pessoas menos intelectualizadas e menos tolerantes. Pessoas alegam a suposta homossexualidade do padre na tentativa desesperada de mascarar um assassinato brutal. Quem acha que ele agiu certo tem a mente tão deturpada quando a deste pobre ser. Só tenho pena da mãe e dos familiares”, opinou um participante do site.

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