• Postado por Tiago

Abre-Especial

Os assassinos do menino Sandro Dada foram a manchete de 30/05/81

Muito da fama do DIARINHO vem de sua cobertura policial. E não é pra menos. Nestes 30 anos de história, o jornal registrou o crescimento da violência na outrora pacata cidade peixeira, cujos crimes cresceram não só em número, mas também em diversidade. Assassinatos passionais ou por ganância, acerto de contas entre gangues, sem falar nos crimes sexuais e mortes que rolaram dentro das famílias fazem parte deste panorama.

Um dos casos que movimentaram a cidade no início dos anos 80 foi a morte do menino Sandro Dada, de oito anos. Ele foi raptado no bairro Dom Bosco e seu corpo encontrado na praia do Gravatá, em Navegantes. Em 30 de maio de 1981, o jornal estampava na capa as fotos dos três assassinos, que foram condenados a 30 anos de prisão: Atemir Vargas, Paulo dos Santos e Amarildo da Cunha.

Em 29 de maio de 1982, o casal de namorados Márcio e Luciane foi barbaramente assassinado pelos bandidos José Medeiros e Valmir Rogério Gorges. Eles foram capturados e condenados a 55 anos de prisão. Presos, os malacos confessaram ter matado outra pessoa em Caxias do Sul (RS) e pensado em sequestrar o industrial Curt Alvino Monich, de Joinville.

Em 26 de setembro de 1989, rolou um assassinato sem intenção de matar. Na verdade, a ideia era curar. A médium Maria da Graça Vieira, de Guaramirim, não deu conta da úlcera de José Soares, 56 anos. Ela havia montado um hospital espírita na rua Zózimo Peixoto, no centro, e usou um objeto cortante na barriga do pobre. Ele morreu de infecção generalizada.

O gerente de seguros do banco Real, de Joinville, Moacir Triques, 30 anos, foi esfaqueado no dia 17 de agosto de 1991 por três adolescentes: Giseli Conceição, 19 anos, M.B. e L.A.R., ambos com 16. O cara era casado e viajou pra visitar a mãe, em Itajaí. À noite, foi festar numa boate que ficava na rua Sete de Setembro e conheceu as adolescentes. Quando chegaram na praia, renderam o gerente e o obrigaram a assinar 18 cheques em branco. Amarraram o pobre e o colocaram no porta-mala. Na Lagoa Santa Clara, despejaram o cara e deram as facadas mortais. Giseli foi a única condenada a 20 anos de cana.

Outro crime bárbaro rolou em dezembro de 1991, em Balneário Camboriú. O pai-de-santo Juliano Max Percial, 31, assassinou um casal de velhinhos e estuprou uma garota doente mental. O corpo de Leopoldo de Oliveira, 68, foi encontrado no rio Itajaí-Açu e duas horas depois, a polícia achou o de dona Olinda, 66. A razão da briga, que acabou na morte do casal, teria sido uma disputa de posse de terras, à beira do rio Camboriú.

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