• Postado por Tiago

Inveja, luxúria, gula, preguiça, orgulho e, principalmente, ira e cobiça foram responsáveis pela decadência de muito bacana

TEXTO: RENATA ROSA

Se tem uma coisa que cidade pequena é igual a cidade grande é aquela parcela da sociedade que, por ter nascido em berço de ouro, acha que tudo pode e nunca vai dar em nada. Atos embalados pela ira, cobiça e outros pecados que o povão de Itajaí fica sabendo graças à crônica da city feita pelo DIARINHO, ao longo destes 30 anos. Briga de madame, tentativa de assassinato, bafão em clube grã-fino, orgia de párocos, prisão de empresário velhaco e até emboscada inventada foram alguns dos pecados que saíram de debaixo do tapete pras páginas policiais.

Entre os playboys que mais aprontaram nesta terra papa-siri, ninguém ganha de Delfim de Pádua Peixoto Neto, o Delfinzinho. A primeira vez que o bom partido aprontou foi em 29/12/87, aos 17 anos. No Baile do Havaí, no clube do Itamirim, ele se engalfinhou com o filho de Abraão Francisco, o Abraãozinho. Caíram na porrada dentro da piscina com roupa e tudo. Em 28/07/2000, Delfinzinho detonou o carro da irmã, uma picape Dakota, que tinha mais de R$ 10 mil em multas. Com ele, tava o perigoso trafica Alex Kundera, que já foi pra terra dos pés juntos. Pouco mais de um ano depois, Delfim é preso com crack, em Balneário, e vira freguês do cadeião peixeiro.

Outros filhinhos-de-papai que não honraram o nome da família foram Roberto Barreto Muller Hering, Guido Hering e Alexandre Santos Bastos. Numa noitada memorável, registrada pelo jornal em 09/02/87, o trio saiu, manguaçado, pelas ruas de Armação do Itapocoroy, na Penha, tocando o terror. Destruíram os telefones públicos que encontraram no caminho e jogaram paralelepípedos na fachada de uma lanchonete.

E vocês pensam que o castigo vem como consequência? Que nada! Ainda mais se for filho de figurão. Em 29/02/88, o filho do vice-prefeito peixeiro, Círio Arnaldo Vicente, bateu a caranga, um Santana último tipo, num Escort vermelho estacionado na avenida Brasil, em Balneário. Pra não ser flagrado, tirou a placa do carro e chispou. A polícia, quando soube de quem era filho, amaciou. Em 19/11/92, oito boyzinhos foram presos fazendo racha no morro do boi, entre eles, Flávio Roberto Woss e Glésio Tomio.

Pior é quando os filhos da burguesia decadente se encantam pelo mundo do crime. Em 07/02/92, Gabriel Gregório, filho do armador da pesca Davi Gregório, atropelou um rapaz de ziquinha e chispou. Um ano depois, o irmão, Douglas Gregório, 24 anos, foi guentado por fazer parte de uma quadrilha especializada em ferrar funcionários do Banco do Brasil. Eles iam em cima da empregada, que conhecia o guri, e faziam a limpa.

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