• Postado por Tiago

A falta de pessoal, de estrutura nos gabinetes e até de tempo na vida dos políticos são as principais justificativas daqueles que ainda não aderiram às novas tecnologias. Apesar de ser o vereador mais jovem da câmara peixeira, o vereador Níkolas Reis (PT) não está muito ligado nestas paradas. Ele usa apenas um informativo eletrônico, enviado através de e-mail, como contato virtual com o povão. “Já tive blog, site, mas não tenho como manter estes serviços neste momento. Não adianta ter blog ou outra coisa do tipo sem atualizá-lo”, diz o vermelhinho, que tem seis assessores lotados no seu gabinete.

Se para Níkolas o problema é o tempo, para outros a falta de presença no mundo virtual é simplesmente má vontade. O professor de Administração da Univali e especialista em Marketing, Rogério Raul da Silva, diz que a internet ainda é um campo muito restrito no Brasil e nem todo mundo tem computador em casa. “Isto faz com que o marketing político pela internet atinja um grupo específico, um grupo normalmente com maior poder aquisitivo e com uma formação e consciência política diferenciada. A internet é muito mais restritiva que a TV, que o rádio e que os jornais impressos”, diz.

Esta segmentação acaba afastando os políticos mais velhos, mais tradicionais, ou com menor grau de instrução, já que o público que vota neste tipo de político geralmente não tem acesso ou não se interessa pela tecnologia. Em compensação, se os tiozinhos não estão nem aí com o assunto, a gurizada passa o dia na frente do computador e acaba se tornando público para os políticos. “Os jovens são difíceis de se atingir pela mídia convencional, eles não leem jornais, não ouvem rádio, mas quase todos têm acesso à internet, e a maioria se comunica diariamente por Twitter, Orkut, Facebook. Estes saites se tornam uma bela ferramenta para políticos que buscam este público”, finaliza.

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