• Postado por Tiago

A greve dos barnabés da saúde, iniciada na terça-feira, paralisou 70% das atividades nas unidades da Grande Floripa. Ontem, quem insistiu em buscar ajuda médica deu com as fuças na porta. Somente atendimentos de emergência e pacientes internados ou com tratamento grave em andamento – como no caso das pessoas com câncer – tão recebendo atenção. “Disseram que só se eu chegasse de ambulância e muito machucada. Minha dor de cabeça e tontura não são o suficiente pra que eu ao menos seja orientada pra onde pedir ajuda”, disse a diarista Maria do Carmo Silveira, que tentou ajuda no hospital regional, em São José.

Valdir Rodrigues chegou ao regional com o pé machucado. De consolo, ganhou as muletas. “Mas atendimento, nada. Os médicos até estão aí dentro, mas não há quem faça o registro pro atendimento”, conta.

O comando de greve garante que o atendimento tá sendo realizado em pacientes que correm risco de vida, em pacientes internados e nos que estão em tratamento. Os outros devem procurar os postos de saúde da prefa e, quem sabe, correr pro hospital universitário. Cirurgias de urgência também tão sendo realizadas. Já as cirurgias eletivas tão suspensas e só voltam a ser remarcadas quando os mais de 13 mil barnabés da saúde em todo o estado voltarem ao trampo. Eles batem pé por reajuste salarial de 16,78% e melhores condições de trabalho.

Os bagrões tão indignados com a greve. “O comando de greve está fazendo a triagem, decidindo quem entra e quem não terá acesso aos hospitais. Isso representa um risco à saúde da população”, avalia o diretor do hospital Celso Ramos, na capital, Libório Soncini. A secretaria Estadual de Saúde mandou avisar ontem que vai descontar os dias parados dos trabalhadores em greve.

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