• Postado por Tiago

São praias agrestes, de água límpida, mais frequentadas pelos nativos

Quem chega ao bairro histórico de Armação do Itapocoroy, depois da praia do Trapiche, se depara com praias mais agrestes, de areias brancas, rochas e águas limpas e bravas. A praia preferida dos surfistas é a Grande, cuja entrada fica à esquerda, depois da igreja de São João Batista, inaugurada em 1759. A Grande é dividida por pedras de piscinas naturais, e se estende até a praia do Poá, no canto direito, onde os locais apreciam tomar um belo banho de mar ou fazer um piquenique à sombras das amendoeiras.

Do lado esquerdo da praia Grande há uma estrada íngreme que leva a um dos mirantes mais espetaculares do balneário – a ponta da Vigia, de onde os pescadores avistavam os cardumes de peixes, nas antigas. No caminho pro mirante, à esquerda, outra estradinha de terra leva à praia da Paciência, onde pode se degustar os melhores mariscos cultivados no município. É uma praia pequena, de águas mansas, muita sombra e água fresca, ótima pra quem quer fugir do agito.

Mas a região guarda outras surpresas. Se o visitante não entrar na praia Grande e seguir até o fim da estrada de paralelepípedo, que muda de nome – de avenida São João pra José Camilo da Rosa -, vai dar de cara com uma rua de chão batido. Virando à direita, a rua, batizada de São Roque, leva até a praia do Poá, e seguindo toda vida entra na rua do Turismo, que leva à praia Vermelha. A estrada de chão vermelho foi aberta em meio à mata e leva até a ponta da Estrela, onde a associação de Voo Livre de Joinville montou uma estrutura porreta pra saltar de parapente. A vista de lá é coisa do outro mundo, com o marzão aberto ao fundo, a praia Vermelha no lado direito, dando até pra avistar os municípios vizinhos.

A segunda-feira passada, com o céu limpíssimo e vento na velocidade ideal, tava perfeita pra saltar de parapente. O técnico em agropecuária Aloisio Guesser, 46 anos, mais conhecido como “Barra Velha”, é da área há 12 anos. Ele disse que a topografia do local, com rampa gramada e grande inclinação, tem características bastante técnicas, exigindo muita perícia do piloto. Barra Velha disse que bate ponto no mirante todo santo dia nas férias, e trocou o voo livre pelo parapente pela praticidade. “É mais prático levar o equipamento do parapente, e neste local a asa delta não é indicada”, justificou.

O prazer de voar em local tão deslumbrante também fez a cabeça do consultor Luciano Terra, 43 anos. Ele é de Joinville e aprendeu a saltar de parapente há oito meses, num curso onde tirou a habilitação. O custo do equipamento foi de cerca de R$ 8500, mas ele afirmou que valeu cada centavo. “A emoção é indiscritível!”

Lá embaixo, a praia Vermelha agrada quem gosta de agito, não só pelas águas bravas, como pelos bares de música ao vivo e luaus, feitos em noite de lua cheia. No canto direito tem uma pequena cascata, que forma uma piscina natural de águas geladas, apreciada pelos aventureiros. Quem quiser mais agito, vale conferir na praça do Coreto, shows na faixa, aos fins de semana. E boa diversão!

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