• Postado por Tiago

Maykon vai mudar sua versão pro crime hoje

O assassinato do padre Alvino Broering, 46 anos, promete ganhar um novo capítulo hoje. O assassino confesso do religioso, Maykon Costa Crispim, 18, prestará um novo depoimento à central de Operações Policiais (COP) e mostrará onde jogou a faca usada pra matar o padre, em dezembro do ano passado.

O advogado criminalista Alexsander Bernardes de Souza não trabalha com a hipótese de latrocínio ? roubo seguido de morte. ?A defesa está trabalhando com a versão de homicídio. Maykon saía com o padre há mais tempo e a intenção dele era de assustar o padre com uma faca, devido a um desentendimento, mas como ele saiu correndo e gritando que era assalto, acabou o matando?, revelou o advogado.

O dotô não quis revelar que desentendimento foi este que motivou a morte. Ele só confirmou que os dois se conheciam e saíam há cerca de um ano. Em seu primeiro depoimento, Maykon diz que conheceu o padre duas semanas antes do crime, e só o matou pra roubar. Esta versão já tinha sido desmentida pelo DIARINHO, que descobriu uma conversa no Orkut, entre o padre e Maykon, em agosto do ano passado.

O advogado não quis adiantar mais detalhes do caso. Ele só garante que tudo que realmente aconteceu na noite do crime e como era o relacionamento entre o padre e Maykon será revelado hoje ao delegado José Celso Corrêa, que substitui o dotô Rui Garcia dos Santos, que tá de férias.

O investigador da COP, Luciano Miranda, acredita que a estratégia da defesa é descaracterizar o latrocínio. ?Acho muito difícil disto acontecer, pois o roubo aconteceu. Ele roubou e usou o cartão de crédito do padre?, adiantou o tira responsável pela investigação. O policial informou que a nova versão do matador acontecerá na manhã de hoje.

O crime

O padre Alvino foi morto na madrugada do dia 14 de dezembro do ano passado, por Maykon, que tava com ele no carro. O possante parou em frente à Itadisa, na BR-101, e o padre desceu desesperado em busca de ajuda. O assassino foi atrás e o acertou pelas costas. O religioso foi socorrido pelos bombeiros e chegou com vida ao hospital Marieta Konder Bornhausen, mas não resistiu aos ferimentos e morreu perto das 6h.

No dia 4 de janeiro, Maykon e os comparsas, Diego Rafael Custódio Torman e William Barth Ginardi, foram presos em Navegantes. Maykon assumiu o crime e os dois teriam apenas recebido os trecos levados do Astra, placa MDA 8914 (Itajaí), do padre. Nesta segunda-feira, Diego e Willian foram soltos. Já Maykon segue enjaulado na 2ª depê.

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