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A comemoração dos 40 anos de pintura da artista plástica manezinha Vera Sabino rola hoje, às 19h, na galeria de arte Helena Fretta, no centro da capital, com exposição e lançamento de livro ?Vera Sabino, 40 Anos de Arte?. O evento dá prosseguimento aos festejos que começaram em setembro, com a réplica de seu ateliê na fundação Badesc. A data tá sendo celebrada com uma mostra de 40 obras e projeto de arte-educação.
A exposição também dá nome à publicação, um híbrido de livro e catálogo. Organizada por Semy Braga, a obra conta a trajetória da artista, críticas, prêmios e quadros da exposição comemorativa. Em foco o imaginário ilhéu, com suas histórias fantásticas de bruxas, baleeiras aladas, boitatás e metamorfoses. Na vernissage, vai rolar terno de reis, cantoria do divino e apresentação do violonista Fernando Sulzbacher. A galeria fica rua Presidente Coutinho, 532.
Cristiano Moreira é um dos 15 escritores catarinas que foram representar a Santa & Bela na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, que começou no dia 30 de outubro. Cristiano é graduado em letras, é presidente da associação Amigos da Biblioteca de Navega e pretende lançar na capital gaúcha seu segundo livro de poesias. Ele desenvolve uma pesquisa sobre poéticas contemporâneas a partir da obra de Osman Lins, Jacques Roubaud e Severo Sarduy. É autor de Rebojo (2005) e foi um dos organizadores de “Bento Nascimento - Toda Poesia” (2007).
A diretora de difusão artística da fundação Catarinense de Cultura (FCC), Mary Garcia, disse que os organizadores da feira levaram em conta a qualidade e representatividade literária dos escritores e estudiosos, que vão participar de debates e mesas-redonda. “Tomamos cuidado, também, em indicar representantes da nova geração literária catarinense, fora da capital”, justificou. A feira rola até dia 15.
Começa amanhã, na fundação Badesc, na capital, uma mostra de cinema, na faixa, que vai rolar todas as quintas-feiras de novembro, com os maiores clássicos do neo-realismo italiano. A primeira atração é “Roma, cidade aberta” (1945), de Roberto Rosselini. No dia 12, é a vez de “Ladrões de Bicicleta” (1948), de Vittorio de Sica. No dia 19, rola o filme “A terra treme”, de Luchino Visconti. E no dia 26, “Paisà” (1946), de Roberto Rosselini.
O neo-realismo italiano surgiu no final da 2ª Guerra Mundial, como veículo de resistência à ditadura fascista de Mussolini. Ao contrário da ficção tradicional da época, o neo-realismo representava a realidade social e econômica de forma muito mais crua e, muitas vezes, com atores não-profissionais. O tema recorrente era a classe operária imersa em um ambiente injusto e fatalista. Seus diretores acreditavam no cinema como um instrumento de revolução social, e o resultado é uma narrativa comovente, de uma Itália devastada pela guerra.
12º Festival de Música de Itajaí
Mawaca
Hoje, às 21h, no Teatro Municipal de Itajaí. Show do grupo de sete cantoras que canta canções de vários povos do globo em seus próprios idiomas. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (estudantes e idosos). Av. Gregório Chaves, 111 – Fazenda. Fone: 3349.6447.
Show
No Célio’s club, canja com Arismar do Espírito Santo e Proveta, a partir das 23h. Ingresso: R$ 10. Av. Beira-rio, ao lado do mercado público.
Mostra de cinema francês
No Núcleo Experimental de Formas (Nefa), às 20h. Evento que faz parte da programação do Ano da França no Brasil, numa parceria entre o Sesc e a embaixada francesa. Hoje tem “A Esquiva” (2003), de Abdellatif Kechiche; amanhã, a atração é “Assassinas”, de Patrice Grandperret; no sábado, rola “A França” (2007), de Serze Bozon, e no domingo, “A tout de suíte” (2004), de Benoit Jacquot. Na semana que vem, a mostra continua com “Tout est pardonné” (2007), de Mia Hansen e “Retour em Normandie” (2006), de Nicolas Philibert. Rua Eurico Adam, transversal da rua Brusque.
Exposições
Balneário
Diversidade
No parque Unipraias, mostra do curso de pintura da fundação cultural. Av. Atlântica, Barra Sul. Até 15/11. Visitação: diariamente das 9h30 às 18h, exceto às segundas e terças.
Circula Cor
No Balneário Camboriú shopis, mandalas do artista plástico George Peixoto. Visitação: diariamente, das 11h às 23h. Até 15/11. Av. Santa Catarina, nº1 – Bairro dos Municípios.
Itajaí
Ondas ciclos em círculos
Exposição do escultor paulista Arthur Guerizoli, no átrio da prefa peixeira. Na vernissage, rola uma apresentação musical de Jú Vargas e Flávio Ribeiro. R. Alberto Werner, 100 – Fazenda.
Tributo a Max Moura
Na galeria de artes da fundação cultural. Mostra coletiva em homenagem ao artista morto recentemente conta com obras de 38 artistas plásticos da Santa & Bela, entre eles, Rodrigo de Haro, Vera Sabino e Fernando Lindote. Visitação: das 9h ao meio-dia e das 14h às 18h. Digrátis. R. Lauro Müller, 53 – centro.
Floripa
Hoje, lançamento do livro e abertura da exposição “Vera Sabino, 40 Anos de Arte”, às 19h, na galeria de arte Helena Fretta. Até 05/12. Visitação: de segunda a sexta, das 9h às 18h30, e aos sábados, das 9h às 13h. Rua Presidente Coutinho, 532, centro, Florianópolis. Fone: (48) 3223-0913.
Emoções de SC
Na Assembleia Legislativa, exposição de artistas plásticos de Balneário Camboriú na galeria Ernesto Meyer Filho. Entre os artistas estão Lígia Spernau, Fábio Matsushita, Paloma, Fernando Pauler, entre outros. De segunda a sexta, das 9h às 19h.
Terra de Areia
No centro cultural Arquipélago, mostra reúne trabalhos de nove artistas catarinenses, com curadoria de Gabriela Motta. Até 20/11. Rua Idalina Pereira dos Santos, 81 - Agronômica. De terça a sexta, das 15h às 19h. Digrátis. Fone: (48) 3024-5066.
Um tamanduá apareceu numa árvore de numa baia da rua Julia da Costa Flores, no Gravatá da Penha. Os moradores tiveram que chamar os vermelhinhos pro resgate. Depois de muito custo, ele foi tirado e devolvido à mata
Além dessa grana, mais 630 mil reales de dinheiro dos impostos que o povão paga foram investidos na festa
Como era de se esperar, a Marejada deu prejuízo pra prefa de Itajaí dinovo. Desta vez, o município tirou R$ 472.504,62 dos cofres públicos pra não deixar a fundação Cultural de Itajaí (FCI) no vermelho. No total, as despesas da Marejada somaram R$ 1.927.426,37, mas a fundação só conseguiu captar R$ 1.454.921,75.
Além de quase meio milhão que poderia ter sido investido em saúde e educação só na cidade de Itajaí, a Marejada recebeu mais R$ 630 mil de grana do povo, provenientes de empresas que investiram na festa via leis de incentivo pra não precisar pagar esses valores em impostos, e mais a grana que veio de órgãos públicos federais e municipais, como os ministérios do Turismo e da Pesca e a secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte.
De acordo com o contador da Marejada, Jucélio João da Silva, com a grana que a prefa deu, a fundação conseguiu fechar as contas sem ficar no vermelho, mas R$538.380,00 do que a FCI já captou, como a grana da Seitec e do Bradesco, ainda não foram recebidos, embora estejam garantidos. Apesar do prejuízo, neste ano, a prefa de Itajaí gastou aproximadamente R$ 363,5 mil a menos que em 2008, quando os gastos superaram a arrecadação em mais de R$ 836 mil.
Argenton: ?Quis insistir pra mostrar quem é contra e quem é a favor do debate?
O vereador Evandro Argenton (PSDB) perdeu mais uma batalha na guerra pela municipalização do ferri-bote. Na noite da terça-feira, o tucano teve um requerimento reprovado pelos edis dengo-dengos, em que pedia uma audiência pública para debater o assunto com a comunidade e com as otoridades. Apenas ele e o vereador Marquinhos da Silva (PT) votaram a favor. Argenton falou que está desanimado.
Segundo o tucano, ele só queria discutir a situação da empresa de Navegação Santa Catarina com os proprietários, prefeitos de Itajaí e Navega e com a população. Mas seus colegas vereadores não pensam desse jeito. ?Durante a defesa do meu requerimento, apresentei fotos da superlotação do ferri-bote e ainda levei um boletim de ocorrência de uma pessoa que estava passando mal e pediu que a balsa saísse logo, mas os funcionários acharam por bem esperar lotar. A pessoa foi parar na UTI. Mas ainda bem que ela saiu e está sem sequelas?, diz o vereador. Argenton ainda alfineta os colegas, dizendo que a maioria deles não tem conhecimento sobre o perrengue que é passar pelo ferri-bote, pois não precisa ir com frequência para a city peixeira.
No entanto, isso não foi o suficiente para convencer os edis a votar pela audiência. Como o presidente da câmara não vota, dos oito vereadores, seis votaram contra. ?Como existem interesses políticos na casa, nós sempre somos votos vencidos?, disse o vereador Marquinhos, o único a acompanhar Argenton na proposta. O próprio Argenton estranhou que os colegas da sua bancada votaram contra. ?Eles me falaram para retirar o requerimento, mas mesmo sabendo que ele não seria aprovado quis insistir pra mostrar quem é contra e quem é a favor do debate. Mas eu, como suplente, estou começando a achar que estou errado. Pessoas que representam tanta gente, que tem um montante de votos, dizem que não. Talvez estejam certos?, ironiza.
Marquinhos diz que a briga pela audiência pública não acabou. Ele prometeu que conversará com os vereadores de Itajaí pra realizarem uma audiência em conjunto e que vai procurar as associações comerciais dos dois municípios para buscar mais apoio. ?Sou a favor desse embate com o ferri-bote?, lascou.
Nada de se apressar
O presidente da casa do povo, Alcídio Reis Pêra (PMDB), falou que não votou no requerimento, mas diz que os vereadores só votaram contra porque não querem meter os pés pelas mãos. ?Já aprovamos os requerimentos pedindo explicação para a Antaq e o Deter e eles não foram respondidos. Achamos melhor esperar as respostas para realizar uma audiência?, se explicou.
Os vereadores da capital aprovaram por unanimidade, na madrugada de quarta-feira, o projeto de lei do executivo que prevê a privatização do serviço de Zona Azul. Duas emendas da oposição não foram acatadas e, com isso, os quase 300 monitores ficam sem garantia de emprego. O preço da hora de estacionamento também poderá ser reajustado.
“Estas emendas são inconsequentes e inconstitucionais. Alguns vereadores queriam a garantia vitalícia do emprego dos trabalhadores da Zona Azul, o que não será acatado. E congelar a tarifa? E quando estes trabalhadores vitalícios quisessem reajuste de salário? Como seria?”, argumenta o prefeito Dário Berger (PMDB).
O sistema fatura R$ 350 mil por mês, o que não é o suficiente pra gerir o sistema. “Não temos ainda um projeto pronto para o serviço. A partir de agora, vamos estudar quais as alternativas, analisar os modelos implantados em outras cidades para que efetivamente possamos oferecer um trabalho melhor à população de Florianópolis”, acrescenta.
Ontem, pelo menos 100 monitores ainda permaneciam em greve. De acordo com Alexandre Fernandes, líder dos trabalhadores, a justiça será a parceira na busca duma solução pro caso. “Estivemos na câmara com nossas famílias e não conseguimos comover os vereadores. Agora vamos tentar buscar por outros meios o apoio de que precisamos”, afirma.
Escolas estaduais querem se livrar dos pessoal do ensino fundamental
Um projeto do governo do estado que tá sendo analisado pelos deputados da Leleia está dando pano para manga. A ideia do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) é municipalizar o ensino fundamental, que em muitas cidades pequenas ainda é de responsabilidade do Estado. Mas as cidades pequenas já tão chiando e dizem que não têm como arcar com os custos de mais alunos. Um documento de repúdio a essa proposta foi aprovado por todos os vereadores de Navega e será enviado aos deputados. O mesmo rolou em setembro na câmara de Itapema, que também é contra a municipalização do ensino.
A discussão do tema foi quente na noite de terça-feira, na câmara de Navega. A moção de repúdio, de autoria do vereador Marquinhos da Silva (PT), foi assinada todos os edis da casa do povo dengo-dengo. Eles pedem aos deputados estaduais que não aprovem o projeto.
A opinião é compartilhada pela própria secretária de Educação da city, Nerozilda Pinheiro Ferreira. ?Na realidade, ainda não temos nada de concreto. O projeto ainda não foi aprovado, não sabemos ao certo o que vai acontecer. Mas tem algumas coisas que acreditamos que não será bom para o funcionário e nem para a educação municipal?, explicou.
Atualmente, na city dengo-dengo, existem cinco escolas estaduais, sendo que três atuam ainda com ensino fundamental. A secretária não sabe dizer quantos alunos poderiam ser prejudicados com a municipalização, mas se precoupa com o aumento de gastos. ?Mas nós já estamos trabalhando para atender a demanda. Acredito que conversando com o Estado, a gente se entende?, afirmou.
Penha
O secretário de Educação da Penha, Mizael Cordeiro, também confirma que a cidade do marisco não teria condições de arcar com as despesas da municipalização. ?Nós temos 13 escolas básicas, sendo quatro estaduais, sendo três ainda com ensino fundamental. Iria dobrar a nossa clientela. Não tem como, porque a nossa principal preocupação ainda também é o espaço físico. E ainda tem o aumento do uniforme, merenda, manutenção?, explicou. Segundo Mizael, pelo projeto do Estado, os prédios das escolas também seriam repassados ao município. ?Mas como ficaria a situação das escolas que têm o ensino fundamental e médio juntos?, questiona.
Na região
Em Barra Velha, a secretária Antonina Damásio Ramos explicou que isso tudo ainda é apenas uma proposta e que a secretaria precisaria ver primeiramente as matrículas dos colégios estaduais para tomar uma decisão. ?Nós temos uma média de 300 a 400 crianças de 1ª a 4ª série em escolas estaduais e mais 800 de 5ª a 8ª. Mas sabemos que a proposta do Estado é que essa municipalização aconteça gradativamente. Eu penso que os municípios devem apresentar suas propostas financeiras e haverá um acordo com o governo?, disse.
Já em Balneário Piçarras, a coordenadora de Educação, Jusander Borba, falou que a secretaria ainda não tem um posicionamento sobre o assunto.
?Nós temos 13 escolas básicas, sendo quatro estaduais, três ainda com ensino fundamental. Iria dobrar a nossa clientela. Não tem como, porque a nossa principal preocupação ainda também é o espaço físico?
Mizael Cordeiro, secretário de Educação da Penha
Secretária diz que prédios teriam que vir juntos com alunos
A secretária de Educação de Itajaí, professora Maria Heidemann, diz que o município já iniciou a rematrícula do ensino fundamental pra 2010 sem considerar a municipalização e que atualmente não tem como absorver os 4682 alunos do ensino fundamental das escolas estaduais de Itajaí. Hoje, a rede municipal já atende cerca de 20 mil alunos do ensino fundamental.
Segundo a professora, há mais ou menos um mês, numa reunião da união Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Itajaí foi um dos municípios que pediu para que o Estado revisse alguns pontos da proposta enviada à assembleia, como o repasse dos recursos do fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), referentes ao ensino fundamental pro município e a transferência da estrutura física das escolas.
?Aqui gostaríamos deste processo de municipalização porque poderíamos redistribuir melhor as matrículas na cidade, mas a escola precisaria vir por inteiro: alunos e os prédios?, afirmou a secretária. ?Nos moldes como a lei está, Itajaí não teria condições de se responsabilizar por estes alunos?, completa. A secretária deve se reunir em breve com a gerente regional de Educação, Maria Alice Pereira, para discutir como a cidade poderia atender estes estudantes.
?Nos moldes como a lei está, Itajaí não teria condições de se responsabilizar por estes alunos?
Maria Heidemann, secretária de Educação de Itajaí
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