• Postado por Tiago

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Dos oito atletas inscritos pela fundação de esportes, seis estavam em categorias erradas e cinco não competiram nos Jasc

A viagem de Itajaí a Chapecó dura cerca de nove horas de ônibus. Isso já basta pra chegar bem cansado na city onde tão rolando os jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Além de enfrentarem essa longa viagem, seis dos oito judocas de Balneário Camboriú inscritos na competição passaram um baita perrengue por lá. Eles foram inscritos em categorias erradas e cinco deles simplesmente não lutaram.

Puteados, alguns pais dos judocas prometem levar o caso adiante. Em reunião, decidiram que vão entrar com um processo contra a prefa de Balneário Camboriú. ?Há muitas perdas e danos. Fora o constrangimento?, lasca Giovane Amaral, pai do judoca Gabriel Amaral, um dos inscritos errado.

De toda a delegação de Balneário nos Jasc, que tinha oito judocas, só Maurício Lourenço, Guilherme Maia e Anoir dos Santos lutaram. O caso mais bizarro rolou com Jackson Soares, que, mesmo inscrito numa categoria diferente da sua, teve a manha de perder quatro quilos em dois dias pra poder competir. Os três não trouxeram nenhuma medalha pra Maravilha do Atlântico.

Fortes acusações

Giovane acusa a fundação Municipal de Esportes (FME) da city de não ter oferecido transporte pros atletas irem do alojamento até o local da competição. Sandro Bernardoni, superintendente da FME, desmente. ?Isso é uma inverdade, temos transporte lá. Essa pessoa (Giovane) está tentando supervalorizar uma situação que não tem necessidade. Tem que pesquisar a origem desse cidadão?, rebate Sandro.

Giovane ainda conta que os atletas saíram de Balneário na sexta-feira, dia 13, e ficaram até domingo sem saber se iriam lutar. Pra piorar, diz que um dos técnicos de judô de Balneário foi pros Jasc como juiz, deixando os judocas na mão, sem ninguém pra orientá-los. Sandro Bernardoni explica. ?O técnico que iria (Juan Amaya) teve um infarto. Temos vários técnicos, mas por desencontro de informações por parte dos atletas não ficamos sabendo quando eles iriam lutar?.

Pai de judoca, Paulo Roberto teve que levar seu filho pra lutar por Florianópolis. Revoltado, ele mete o pau em Sandro Bernardoni. ?Ele comparou nossos atletas a parafusos de tampa de privada. Eu ia bater nesse homem?, fala. Pra finalizar, Giovane diz que, na volta, os judocas de Balneário foram deixados na BR-101 e os ginastas em casa.

FME se defende

Admitindo falha, o comandante da FME de Balneário afirma que pode ter havido erro por parte dos atletas. ?Estamos investigando onde houve a falha. Estamos vendo se partiu daqui ou de lá. Eles foram inscritos nas categorias certas, mas podem ter informado o peso errado. Ele (Giovane) tem que ter provas, porque o feitiço pode virar contra o feiticeiro?, finaliza Sandro.

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