• Postado por Tiago

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Colégio tá largado sem diretora há mais de um mês, segundo os pais

Oito professores e três pais de alunos representantes da Associação de Pais e Professores (APP) da escola Carlos Fantini, na localidade rural do Limoeiro, em Itajaí, decidiram abrir o berreiro ontem. Eles denunciaram as supostas maracutaias feitas pela ex-diretora Rita de Cássia Cidral Henning, exonerada do cargo. A muié teria até roubado a nota fiscal de uma empreiteira e o que é pior: os profes e os papis afirmam que a gerente regional de educação protege a diretora ligeira.

O pessoal da APP apresentou documentos que, segundo eles, comprovam a safadeza. Entre eles está um boletim de ocorrência, registrado pela dona da IMN empreiteira. A empresária contou à polícia que foi enrolada pela diretora. Rita de Cássia teria solicitado um serviço pra sua casa e contou a lorota pra nota fiscal sair no nome da APP. Ou seja, a escola pagou pela obra da casa da diretora.

Além disso, num momento de bobeira da empresária, a ligeira diretora teria roubado uma nota fiscal do bloco da empreiteira. A nota de número 000004, com data de janeiro de 2009, teria sido preenchida pela própria Rita. Os mais de R$ 600 da nota, dizem os profes que foi parar no bolso da diretora.

Como se não bastasse, Rita teria repassado cheques em nome da APP, o que deixou a associação com ficha suja na praça. E ainda tem mais: os dois números de telefone da escola estão cortados. Desde novembro do ano passado a conta, que chega a R$ 3,5 mil, não é paga. A colocação de uma grade no colégio, que custou R$ 1,6 mil, também não foi paga.

O caso é tão grave que foi parar no ministério público. Os pais e professores procuraram um promotor no mês passado pra formalizar a denúncia. O pessoal da APP ainda desemente a gerente de educação, Maria Alice Pereira, e garante que a escola Carlos Fantini está sem diretora desde o dia 8 de maio. A gerente da SDR disse, na terça-geira, que fazia apenas 15 dias que a escola tava sem comando.

A protegida da Gerei

Dona Zilma Nicoletti, mãe de aluno, disse que assim que Rita entrou na direção da escola, em 2007, os problemas já começaram. Zilma preparou um abaixo-assinado que foi entregue nas mãos da gerente de educação. A mãe colheu 500 assinaturas pelo bairro, usando como argumento a falta de merenda e a ausência da diretora na escola. ?A Maria Alice não fez nada. Não tenho a menor dúvida de que Rita é protegida dela?, falou dona Zilma, que contou ainda que Rita deve pelo Limoeiro todo.

A gerente de educação jurou ontem que a história de proteção não tem nada a ver e que o caso de Rita está sendo investigado. ?Se ela fosse protegida não teria sido exonerada?, garante Maria Alice, que disse ainda que na semana que vem chega ao colégio a nova diretora. Rita de Cássia não foi encontrada pela reportagem do DIARINHO. O telefone de sua casa deu sinal de número inexistente e o celular da professora estava desligado.

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