• Postado por Tiago

O tribunal regional do trabalho (TRT) decidiu, esta semana, que tanto o sindicato das empresas quanto o sindicato dos trabalhadores em transporte coletivo da capital terão que pagar R$ 150 mil de multa, cada um, por terem deixado o povão a pé durante a greve de quase 70 horas que rolou no mês passado. A carcada foi motivada pelo não cumprimento da determinação de disponibilizar frota mínima durante o período da paralisação.

A novidade no processo é que, pra evitar que a multa vá pra uma conta qualquer e o dinheiro desapareça, as empresas terão que baixar o preço da passagem como forma de indenizar os usuários do sistema. A previsão é de que em 12 dias de redução da tarifa as empresas deixem de arrecadar o valor da multa. Neste período, o valor da passagem será o que valia antes do início da greve, que só foi encerrada porque a prefa autorizou o reajuste em 10 centavos. O sindicato dos trabalhadores terá que repassar a grana da multa pro Fundo Municipal de Assistência Social.

“Esta conta tem que ser refeita. Temos que fazer um levantamento, avaliar a sentença para entender como eles chegaram à esta conta, para podermos apresentar a contestação”, afirma Valdir Gomes da Silva, presidente do sindicato das empresas. O sindicato dos trabalhadores ainda analisa a decisão, mas é quase certo que também vai recorrer da decisão.

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