• Postado por Tiago

Vale a pena fornecer alimentação ao trabalhadores da empresa

Fornecer alimentação ao empregado na própria empresa ou conceder o vale refeição é bem diferente do dever de fornecer o vale-transporte. Dar alimentação ao funcionário não é uma obrigação legal imposta ao empregador. Não há lei que estabeleça que o patrão deva fornecer refeição ao empregado.

Entende-se que a alimentação fornecida pelo empregador ao empregado está compreendida no pagamento do próprio salário, ou seja, que o pagamento do salário, compreendem-se para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação ou vestuário.

Assim como em vários outros aspectos trabalhistas, a questão da alimentação vem sendo tratada por força de ajuste individual com o empregador ou de normas coletivas (convenções e acordos coletivos e sentenças normativas). Como a legislação prevê apenas os direitos mínimos dos trabalhadores, os acordos individuais ou coletivos garantem ao empregado o fornecimento de alimentação, ou mediante vales, também chamados de tíquetes refeição ou alimentação.

É indiscutível que o fato não é apenas de uma questão legal. O debate sobre a alimentação ao trabalhador parte da característica de que num mercado competitivo há a exigência de qualidade e a necessidade de atender seus clientes em tempo cada vez mais curto. Por isso, é mais rentável que os empregados se ausentem o menor tempo possível da atividade. A alimentação no local de trabalho cria essa situação positiva ao empresário.

Embora não haja previsão legal da obrigatoriedade em fornecer a alimentação, o empregador que concede este benefício acaba se beneficiando também de duas grandes vantagens. Uma são os incentivos fiscais. A outra é a satisfação do trabalhador, que terá como preocupação a melhoria do rendimento do seu trabalho e não como irá fazer ou até deixar de fazer uma refeição com qualidade.

Claro que isso vale para atividades que exijam agilidade na produção ou na prestação de serviços, independente do tamanho da empresa.

A decisão tem que ser tomada com base em dois aspectos. Um deles é o que se costuma chamar de ponta do lápis. Simples: o velho e bom cálculo dos custos, da capacidade orçamentária da empresa de arcar com eles e seus possíveis resultados. Entre os resultados, está a análise sobre o ganho de tempo na produtividade quando o funcionário não precisa de ausentar do trabalho para se alimentar.

O outro aspecto é um tanto subjetivo, mas tão importante quanto o primeiro: a satisfação do cliente em ser atendido de forma ágil e o sentimento de bem estar do funcionário. Nesses dois casos, os resultados positivos são colhidos em futuro breve pelo empregador.

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