• Postado por Tiago

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De cara feia, engravatados se uniram pra assinar carta pro governador

A patrãozada catarina não quer mesmo engolir a história do estado ter um salário mínimo diferenciado do piso nacional. Ontem, lideranças empresariais ligadas ao Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) assinaram um documento conjunto, endereçado ao governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), exigindo a retirada do projeto encaminhado no início do mês à assembleia legislativa.

A alegação dos empresários é que o estado não deve se meter nas relações salariais entre patrões e empregados. ?É uma falta de coerência criar um projeto como este, principalmente no momento econômico atual?, ataca Luiz Carlos Furtado Neves, presidente da federação das associações comerciais do estado (Facisc).

O documento foi encaminhado ontem à tardinha ao governador. Além do chefão da Facisc, assinaram os presidentes das federações das indústrias (Fiesc), do comércio (Fecomércio), da agricultura (Faesc), das micro e pequenas empresas (Fampesc), dos transportes (Fetrancesc) e das câmaras lojistas (FCDL).

O novo mínimo

O projeto pra Santa Catarina ter seu próprio salário mínimo foi encaminhado pra assembleia legislativa no dia 10 de julho pelo governador Luiz Henrique. Na proposta, tão previstos quatro pisos: R$ 587, R$ 616, R$ 647 e R$ 679, dependendo do ramo e categoria de trabalho.

Outros oito estados brasileiros já têm um piso regional maior que o salário mínimo. Os trabalhadores catarinas tão há mais de dois anos nessa briga e, no dia 14 deste mês, entregaram aos deputados um documento com 50 mil assinaturas pedindo a aprovação do projeto.

Com os votos dos deputados do PT e do PDT, Luiz Henrique passa a ter maioria na Leleia pra aprovar o projeto que tem previsão para entrar em votação no início de agosto.

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