• Postado por Tiago

Coitado comprou bateira zerada em Navega, foi remar e não voltou mais pra casa

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Patrulheiro foi visto nadando em direção à margem do rio, mas desapareceu

O desaparecimento do policial rodoviário federal Luiz Carlos Rodrigues, 47 anos, levou uma verdadeira força-tarefa até o molhe de Navegantes. As buscas coordenadas pelos bombeiros envolveram a participação da polícia Rodoviária Federal, polícia Militar e dos familiares do coitado.

Luiz Carlos saiu de casa na tarde de quarta-feira pra buscar uma bateira que tinha comprado, e não voltou mais. O coitado foi visto pela última vez por volta das 16h de quarta-feira nadando em direção às margens do rio Itajaí-açu, no lado dengodengo.

As buscas, mesmo assim, só começaram por volta das 21h. O funcionário do estaleiro que fabricou a bateira desconfiou que o policial não tinha ido pegar o carango que tava estacionado no pátio da empresa, foi até à casa do coitado e descobriu que ele não tinha retornado.

Com larga experiência na água e pescador desde a adolescência, Luiz comprou uma bateira de cerca de 3,5 metros para pescar nas horas de folga. O cara gostava tanto de pescar que comprou uma casa às margens do Itajaí, no bairro dengo-dengo de São Pedro. Luiz foi buscar a bateira quarta-feira, por volta das 15h30, e resolveu remar até em casa, deixando o carro no pátio da empresa.

O policial tinha ficado de buscar a caranga assim que chegasse em casa. O funcionário foi até à casa de Luiz e descobriu que ele ainda não tinha chegado. Um vizinho avisou à família que viu Luiz nadando em direção à margem do rio por volta das 16h, próximo ao molhe. Como o policial tava nadando tranquilo, a testemunha não pediu socorro. Um casal de velhinhos que ontem pescava no molhe contou à PRF que bizolhou uma bateira emborcada na quarta-feira, por volta das 17h, sendo levada mar pela correnteza.

A família tá procurando Luiz desde que soube do desaparecimento. ?Vivo ou morto, a gente vai encontrar. Quero que pelo menos o mar o devolva?, disse o irmão de Luiz, Sandro Rodrigues, 38 anos. O policial tem dois filhos, um menino de 14 anos e uma menina de sete. Há 15 anos na PRF, tava lotado no posto de Barra Velha. O chefe do núcleo de policiamento e fiscalização da PRF, Sérgio Luiz da Silva, explica que pior é a expectativa de encontrar o corpo. Sérgio acompanhava uma comitiva de seis policiais rodoviários que ajudavam nas buscas.

Força-tarefa

Além dos colegas de Luiz na PRF, a família também tá ajudando nas buscas. Pelo menos 20 familiares apareceram pra dar apoio. As buscas no mar estão sendo realizadas com uma lancha da capitania dos portos e outra dos bombeiros. Dois mergulhadores dos bombeiros vistoriaram cerca de 50 metros quadrados da área onde Luiz foi visto nadando. Para o mergulhador do Corpo de Bombeiros de Itajaí, soldado Pedro Ademir Rocha Júnior, a expectativa era que o corpo pudesse estar preso numa rede ou no meio de pedras, mas não foi encontrado. O soldado Rocha explica que o local é complicado porque é aberto e a correnteza pode mover facilmente o corpo de lugar.

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