• Postado por Tiago

Pelo menos seis empresas de Itajaí já caíram no chamado golpe da lista telefônica. Quadrilhas, principalmente de São Paulo, ligam para micros e pequenos empresários da cidade peixeira, passam 171 e depois cobram por um serviço que nunca prestaram. O alerta é do advogado Rafael Martins Seára, chefão da procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) da prefeitura de Itajaí.

Dos seis casos investigados oficialmente, cinco deles são feito através de empresas legalmente constituídas, com direito a CNPJ e tudo. Há outros casos, informa Rafael, que os quadrilheiros usam o nome da Listel, conhecida empresa que produz listas telefônicas impressas e por internet. O prejuízo para quem cai na lábia dos sacanas pode chegar a R$ 2,5 mil. “As cobranças podem variar de um boleto com apenas R$ 300 ou 10 parcelas de R$ 250”, conta o chefão da Procon.

Como é o golpe

O golpe é simples. Os bandidos ligam pruma empresinha pequena ou pra profissionais liberais. Geralmente pedem confirmação de informações para renovação de um suposto cadastro. Chegam a oferecer anúncios gratuitos e prometem o envio da lista telefônica. Em algumas situações registradas pela Procon, os salafrários enviaram um contrato via fax, solicitando a assinatura e o carimbo da empresa.

Dias depois começa a dor de cabeça. O pequeno empresário passa a receber insistentes telefonemas de cobrança ou mesmo boletos e duplicatas para pagamentos. Junto, vêm ameaças de protestos em cartório, ações judiciais e inscrição no Serasa ou no serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Ah! E a tal lista telefônica impressa nunca é enviada e os anúncios gratuitos não são publicados.

Dos seis casos investigados oficialmente, apenas um a Procon de Itajaí conseguiu resolver. “Depois de três dias negociando por telefone, conseguimos anular a cobrança”, diz Rafael. Tudo porque quem fechou o negócio foi a funcionária de uma farmácia que caiu no golpe. “Como não foi o proprietário e o funcionário não tem direito a responder pela empresa, conseguimos cancelar a cobrança depois de três dias negociando por telefone”, conta o chefão da Procon.

Rafael Seára promete liberar o nome dos golpistas quando concluir as investigações. Os casos oficiais investigados pelos advogados da Procon são todos ligados a empresas de São Paulo. Rafael explica que como são relações contratuais entre empresas, fica difícil configurar crimes pela lei de defesa do consumidor. Por isso, devem encaminhar no máximo até semana que vem um relatório ao ministério Público.

O que fazer se cair no golpe

Você ou um funcionário seu caíram no golpe. A primeira coisa a fazer é registrar um boletim de ocorrência policial e relatar os detalhes do caso. Depois, faça contato com a empresa e tente cancelar o pedido ou fazer uma proposta de acordo, orienta o chefão da Procon.

Os advogados da Procon estão recebendo as denúncia e tentando ajudar o povão que foi vítima do golpe. Mas, muitas vezes, diz Rafael, o caminho será uma ação na dona justa. O endereço da Procon de Itajaí é avenida Joca Brandão, 655, centro, no prédio do antigo fórum. O telefone é 3348-6906.

Como nãovirar trouxa

– Nunca forneça número da carteira de identidade, do CPF, endereço pessoal ou informe dados da empresa, como o CNPJ e inscrição estadual.

– Oriente os funcionários a não assinarem qualquer documento sem autorização e também proíba que seja informado qualquer dado da empresa por telefone.

– Sempre que alguém desconhecido solicitar dados, seja de pessoa física ou jurídica, independente da razão alegada, exija que as informações sejam solicitadas via correio.

– Se houver contrato assinado por representante da empresa, sempre fica mais difícil de reverter a situação, e o caminho é mais longo. Daí a cautela na hora de fechar qualquer negócio nessas condições. Sem contrato assinado é mais fácil para comprovar que a cobrança é indevida e que o consumidor foi vítima de um golpe.

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