• Postado por Tiago

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Pavan pode ter de se explicar pra PF

O superintendente da Polícia Federal no estado, delegado Ademar Stocker, dará na manhã de hoje uma entrevista coletiva para explicar tintim por tintim como foram as investigações e apresentar o relatório da ?Operação Transparência?. A operação investigou supostos crimes de corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa envolvendo empresas privadas, autoridades e servidores públicos do governo do Estado, entre eles, o vice-governador do estado, Leonel Pavan (PSDB).

A investigação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça (TJ) e foi feita em conjunto pelo Ministério Público e a Receita Federal, que apurou denúncias de sonegação e fraude na venda de combustíveis. O delegado responsável pelo caso, Luís Carlos Korff, terminou o relatório na tarde de ontem, e entregou a parada no TJ, junto com o inquérito aberto pela PF.

O processo está sendo relatado pela desembargadora Salete Somariva, que se reuniu ontem com o Procurador-Geral de Justiça, Gercino Gomes Neto, que acompanha há três meses a investigação. Segundo as assessorias da PF e do TJ, ninguém devem se pronunciar sobre o inquérito antes da coletiva.

Ajudinha tucana

Na última quinta-feira, Pavan foi chamado na sede da PF, em Floripa, para sisplicar sobre sua relação com uma empresa de combustíveis, a Haro. A empresa teria pedido ajuda ao tucano ainda no primeiro semestre deste ano, para tentar reabilitar sua inscrição estadual, que havia sido cancelada. Quando procurou o bagrão, os representantes da Haro, que tem sua sede no Rio de Janeiro, disseram que eram perseguidos por fiscais da secretaria da Fazenda

Por e-mail, Pavan disse ao DIARINHO que recebeu sim os caras da Haro, e que determinou que o secretário estadual da Fazenda, Antonio Gavazzoni, investigasse as denuncias feitas por representantes da empresa. O que Gavazzoni havia descoberto, eram pilhas de impostos atrasados da empresa, e que por isso a Haro teve sua inscrição cancelada.

Futuro indefinido

A PF ainda não confirmou a lista dos caboclos que serão indiciados pela operação e também não disse se o vice-governador está entre eles, mas desde terça-feira, os assessores de Pavan e seus advogados já se reuniram diversas vezes, e trabalham com a possibilidade de indiciamento do tucano.

Em nota divulgada pela assessoria de Pavan, ele afirma que não recebeu nenhuma comunicação oficial de que tenha sido indiciado em qualquer operação ou inquérito da PF. ?(Pavan) vai aguardar manifestação das autoridades enquanto analisa o caso com seus advogados e reitera que prestará todos os esclarecimentos que julgarem necessários no foro adequado?, termina a nota.

Processo contra Pavan se arrasou por 14 anos

Ser alvo de investigações não é novidade pra Leonel Pavan. Todo ocupante de cargos públicos fica exposto a este tipo de inconveniente e com o ex-prefeito de Balneário Camboriú não foi diferente. Um dos rolos que mais deu dor de cabeça pro tucanão foi o processo que se arrastou por quase 15 anos nos escaninhos do poder judiciário, resultante de uma CPI da Câmara de Vereadores de Balneário em 1994.

Na ocasião, o Ministério Público, com base no relatório final da CPI, ingressou ação contra Pavan, Rubens Spernau, Júlio César Lorensatto e Liana Lorensatto. Os rolos se remetiam ao primeiro mandato de Pavan como prefeito de Balneário, entre 1989 e 1992. Segundo a denúncia do Ministério Público, na época rolou um baita esquema de corrupção na prefeitura, que consistia em licitações fraudulentas e contratos fajutos.

Rubens Spernau era o então secretário de Obras e Júlio César o secretário de Administração. A mulher de Júlio entrou como ré no processo porque uma conta em seu nome teria sido utilizada pra receber parte da grana desviada. Depois de 14 anos de tramitação, com idas e vindas entre o TJ de Santa Catarina e o STF, Júlio César pagou o pato sozinho e os demais réus foram absolvidos.

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