• Postado por Tiago

Vice-governador garante não ter nada a temer e quer que a verdade venha à tona o mais rápido possível

EP---Abre---Leonel-Pavan---Foto-Jefferson-Baldo

Tucano diz que não fará uso da maioria governista na Alesc

O vice-governador Leonel Pavan (PSDB) parece estar se esforçando para ser julgado rapidamente no processo da operação Transparência, que acusa o tucano de corrupção passiva e advocacia administrativa. Na tarde de ontem, Pavan foi até a assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e protocolou um pedido de autorização pra que os deputados liberem o Tribunal de Justiça (TJ) para processar o bagrão, e pro processo rolar o mais rápido possível.

Em seu twitter, Pavan disse que pediu pros deputados que seja permitida a apuração de denúncias contra ele, e que, assim que concedida a autorização da leleia, o TJ bote sebo nas canelas e agilize o andamento dos procedimentos. ?Rogo para que a verdade, momentamente oculta por circunstâncias e interesses não sei de que ordem, seja restabelecida. Este é objetivo?, disse o tucano, no sitezinho.

Quem recebeu os papélis das mãos de Pavan foi o presidente interino da casa, Gerson Merísio (DEM). No documento entregue na leleia, Pavan reafirmou o que já vem dizendo faz tempo, em 13 tópicos. Em um dos últimos, o tucano diz que ainda está a fim de assumir o governo estadual, mesmo com as denúncias. ?Reafirmo o propósito de trabalhar em favor dos catarinenses, com dedicação e esmero, promovendo em especial as ações que mais possam contribuir para a promoção da dignidade das pessoas que habitam no nosso estado, em especial aqueles que mais precisam das iniciativas do poder público. É com este sentimento, com este propósito, que me disponho a exercer o mandato de governador, respeitando a todos, inclusive meus adversários?, lascou, no documento.

Sem usar maioria

Apesar do apelo, o vice-governador disse em entrevista que não vai permutar o encaminhamento do processo com nenhum partido ou deputado, e que não vê necessidade do rolo passar pela Alesc. ?Com a certeza absoluta de nossa inocência, já que não cometemos nenhum ato ilícito e não prejudicamos o estado em nenhum momento, estes processos não precisaria ser discutido na assembleia. Por isso, pedi aos parlamentares que fiquem à vontade, e deem prosseguimento a este processo?, falou Pavan.

Entenda o rolo

A operação Transparência foi montada em janeiro de 2009, pela Polícia Federal (PF), que investigava denúncias de sonegação de impostos em empresas do ramo dos combustíveis. No meio do caminho, os tiras teriam descoberto um esquema pra beneficiar uma empresa, a Arrows Combustíveis do Brasil, e que envolvia funcionários da secretaria Estadual da Fazenda, funcionários públicos e o vice-governador do estado, Leonel Pavan. O inquérito da PF foi encaminhado ao Ministério Público, que transformou a bagaça em uma denúncia ao Tribunal de Justiça. Agora, o TJ remeteu o processo pra Alesc, que decide pela continuação ou não do processo. Se julgados, os envolvidos terão de responder por uma carrada de crimes, como corrupção ativa e passiva e advocacia administrativa.

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