• Postado por Tiago

INTERNA_12_coluna-direita_balsa-da-barra-do-rio_arquivo

Ele tem que pegar a balsa da Barra do Rio, atravessar de Itajaí para Navegantes e evitar chegar atrasado no serviço. Todos os dias é o mesmo martírio. O auxiliar administrativo A.B.C., 24 anos, espera a travessia sem saber o horário exato em que a barca estará lá. Isso porque quem trampa no local não segue as normas e demora o tempo que quer para cruzar o rio. ?A gente chega e a balsa já saiu. Um absurdo?, reclama o peixeiro.

Para o leitor, entre 7h e 8h a balsa deveria fazer um bate e volta. Só que isso não acontece. ?Eles param pra tomar cafezinho, às vezes?, observa A. Mesmo quando a balsa tá pronta pra zarpar e soltam aquele apito chato, os trabalhadores não dão bola e demoram um bocado para voltar ao trampo e tocar o barco pra frente.

Fiscal fez pouco caso

De tão revoltado, esta semana o rapaz até tentou conversar com o fiscal do pedaço. Mas, revolta-se A., o fiscal teria apenas dado uma risadinha, fazendo pouco caso da reclamação.

Não contente, A. foi bufar no ferri-bote do centro. ?Eles falaram que não tão lá pra ver o que acontece na balsa?, conta.

A. disse que também já presenciou injustiças na balsinha da Barra do Rio. Um carango teria sido privilegiado na fila. ?Tinha pedestres esperando. O veículo chegou depois e deixaram ele entrar. As pessoas não?, narrou, revoltado.

Tem que fazer o bate e volta

Paulo Henrique Weidle, da Empresa de Navegação Santa Catarina, disse que até então ninguém havia reclamado sobre a demora na balsa da Barra do Rio.

Paulo explicou que a orientação aos trabalhadores é que a embarcação trabalhe no bate e volta, como é feito no centro da cidade. O representante da empresa de navegação se comprometeu a dar uma bizolhada na situação relatada pelo leitor.

  •  

Deixe uma Resposta