• Postado por Tiago

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Apesar das vitórias, Jonatan Busetti ainda sofre com a falta de apoio

Um dia após sair do mar da Prainha, em São Francisco do Sul, com o título de campeão catarinense de surfe amador da temporada, o peixeiro Jonatan Busetti não quis nem saber de comemoração e tava dinovo em cima da prancha fazendo o que mais gosta, surfando. Com a segunda-feira de ralação nas ondas, restou ao pai coruja e ex-surfista, Ary Busetti, o trabalho de comentar a conquista do filhão. ?Tem que treinar?, fala.

Dizendo que 2009 foi o melhor ano de Jonatan, Ary admite que falta patrocínio pro peixeiro subir ainda mais na carreira. ?Temos o apoio da fundação de Esportes de Itajaí e da Fundesporte. Mas não tem nada definido pro ano que vem. Agora é mandar currículo?, destaca Ary. Jonatan também não precisa gastar com pranchas, já que ganha da Snap, empresa especializada de Balneário Camboriú. Mas, conforme for disputando competições maiores, o custo do esporte ficará maior.

Em 2007, Jonatan subiu 27 vezes no pódio, o maior número em sua curta e promissora carreira, mas Ary diz que este ano foi o melhor em outro aspecto. ?Ao invés de números, este ano foi o melhor em qualidade?. De fato, o peixeiro mandou bem nesta temporada, e pode melhorar. Além do título da categoria open no estadual amador, Jonatan pode faturar, no próximo findi, o título do circuito itajaiense, também na open. No catarinense, o peixeiro somou 4072 pontos no geral e se deu ao luxo de nem precisar subir no pódio na última etapa.

Mais experiência e grana

Com 18 anos de idade, Jonatan também ficou em quarto lugar na categoria júnior do amador catarinense e é o atual sétimo colocado no circuito paulista e no brasileiro amador. Também levou o título de uma etapa do circuito brasileiro amador, que é sua principal meta pra 2010. ?Ele vai atrás do título do brasileiro amador na categoria open, sem descartar correr etapas do WQS e do pró-júnior, que dá vaga pro mundial, na Austrália, em janeiro de cada ano?, conta o pai.

Mesmo com tanta produtividade em pouco tempo de carreira, pai e filho continuam na luta pra conseguir um patrocínio forte, coisa que, se não rolar, não vai interromper o sonho dos dois. ?Ele vai continuar a carreira pra ser profissional se tiver apoio da cidade e do estado. Hoje, ele é unanimidade em Itajaí e vai continuar surfando por muito tempo?, fala Ary, dizendo que Jonatan só terá condições de correr etapas de WQS fora do Brasil se tiver grana pra bancar os custos de inscrições e viagens.

Marco Polo fora do WQS no Havaí

O manezinho Marco Polo, última esperança catarinense no WQS do Havaí, caiu na água ontem pelas oitavas-de-final do Reef Hawaiian Pro, primeiro dos três campeonatos da famosa tríplice coroa havaiana. Ele ficou em terceiro na sua bateria, a quinta do dia, e só não avançou porque ficou apenas 0,37 décimos atrás de Alain Riou, segundo colocado.

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