• Postado por Tiago

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Roberto Sarli Jr., conhecido por correr a São Silvestre vestido com fantasias polêmicas, tá morando em Itajaí e se prepara pra entrar pro Guinness no dia 31 de dezembro

Sempre que a Rede Globo, que transmite a São Silvestre todos os anos, mostra os corredores segurando cartazes e vestindo roupas bizarras, um baita figura se destaca. É o administrador de empresas Roberto Sarli Jr., paulista de 49 anos. Pronto pra sua 26ª São Silvestre seguida, Roberto tá morando e trabalhando em Itajaí, onde se prepara pra prova em que sempre vai fantasiado.

É assim desde 1987, quando correu com uma fantasia imitando um computador, por causa da polêmica lei de informática entre Brasil e Estados Unidos daquele ano. A fantasia deste fim de ano, polêmica e irreverente como sempre, já tá escolhida: ele vai de político com dinheiro na meia e na cueca, além de segurar um panetone, pra ironizar a mais recente cagada política em Brasília. ?A ideia surgiu de uma conversa entre quatro irmãos, que perdura até hoje. É uma marca que quero levar sempre que correr. Mas participo pra chegar?, diz Roberto, que se diz precursor de fantasias na São Silvestre.

O maluco chegou domingo na city peixeira e já parte hoje pra São Paulo. ?Estou treinando todos os dias à tarde. Ontem saí do hotel, fui até Cabeçudas e depois até o centro e Espinheiros. Foram quase 20 km, mas bem devagar, nada de profissionalismo?, diz ele, que desde 2008 trabalha em Itajaí, onde ficará até 2011. ?Estou comprando um apartamento aqui. Minha base é em São Paulo, mas gostei muito de Itajaí? conta Roberto.

Recorde caro

Participante da São Silvestre desde 1984, Roberto tem um motivo a mais pra estar presente na edição deste ano: ele vai tentar entrar pro Guinness World Records, o livro dos recordes mais respeitado do mundo, antigo Guinness Book. O doido já consta no livro dos recordes brasileiro, o RankBrasil, por ser o primeiro atleta a participar de um esporte oficial fantasiado.

Ao finalizar os 15 km da próxima São Silvestre, Roberto completará 51 corridas, somando 840 km percorridos em corridas oficiais fantasiado. Mas pra firmar este recorde mundial, Roberto teve que abrir o bolso. Pra solicitar a vinda de um juiz do Guinness pra dar o ok no seu feito ele desembolsou três mil euros, cerca de 7500 reales. ?O importante é divulgar esse recorde. É uma meta que estou perseguindo faz tempo. A ideia sempre foi entrar pro Guinness?, fala o atleta amador.

Ajudinha pro irmão

O começo da maratona de usar diferentes fantasias na São Silvestre começou por causa de uma ajuda familiar. Em 1984, Roberto e seus três irmãos apostaram em quem terminaria a prova daquele ano. Como completou, Roberto seguiu participando, mas só em 1987 a ideia de correr fantasiado surgiu. Dono de uma empresa de informática, um dos irmãos pediu pra Roberto fazer uma propaganda do negócio durante a prova. Ele então pegou uma caixa, a transformou num monitor de computador e correu toda a prova. ?Fui pensando, pensando e fiz. No final da prova, a TV Gazeta me entrevistou. Não tinha ninguém correndo fantasiado naquela época?, conta Roberto, que já tem uma nova meta. ?Em 2012, quando tiver pra completar mil quilômetros, quero participar da maratona de Nova York?.

Fantasias mais malucas do maluco

1987: Computador ? polêmica lei de informática entre Brasil e Estados Unidos

1989: Urna Global ? surpreendente eleição de Collor como presidente do Brasil

1994: Tetrairrealidade ? contrastes de um país. Foi tetracampeão mundial de futebol, mas continuou a ter inflação, salário mínimo ruim, altos juros e muito ágio

1998: Telefone grampeado ? durante as privatizações ocorreram ?os casos dos grampos? que foi uma grande armação política para derrubar o ministro das comunicações

2000: Vanderlei Luxemburgo ? investigação sobre o futebol brazuca e o então técnico da seleção brasileira

2002: Dengue ? problema social em evidência no Brasil

2003: Fomizéria ? inspirada na fome e na miséria da população mundial

2008: Crise global ? pra lembrar a situação econômica no mundo

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